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BCE prevê que UE possa aprovar euro digital no 2.º trimestre de 2026

O Banco Central Europeu (BCE) prevê que os 27 países da União Europeia aprovem o quadro jurídico que regulamentará a utilização do euro digital, no segundo trimestre de 2026, se decidirem colocar esta moeda em circulação.
4 Setembro 2025, 21h24

O Banco Central Europeu (BCE) prevê que os 27 países da União Europeia aprovem o quadro jurídico que regulamentará a utilização do euro digital, no segundo trimestre de 2026, se decidirem colocar esta moeda em circulação.

Numa audiência perante a Comissão dos Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, o membro do conselho executivo responsável pelo projeto, Piero Cipollone confirmou que o BCE concluirá a fase de preparação do euro digital em outubro próximo, mas não prevê que, até lá, os Estados-Membros e o Parlamento Europeu tenham conseguido adotar a legislação que regulamentará a sua utilização.

O emissor trabalha com a previsão de que esta seja aprovada no segundo trimestre de 2026 e, depois disso, seriam necessários “entre dois anos e meio a três anos” de trabalho para criar e implementar a infraestrutura do euro digital, precisou.

O BCE havia instado os legisladores europeus a aprovarem a proposta — que a Comissão Europeia apresentou em 2023 — antes do final da chamada fase de preparação do euro digital, em outubro, mas hoje Cipollone mostrou-se compreensivo com o atraso, uma vez que se trata de um projeto “difícil” e que está a “melhorar” com as discussões.

O italiano assegurou que, neste contexto, o emissor está a tentar planear os próximos passos e, ao mesmo tempo, minimizar o custo dos trabalhos, caso o euro digital não venha a ser aprovado, um cenário que, segundo ele, o BCE não deseja.

Para isso, os contratos com os fornecedores preveem que os pagamentos não sejam antecipados e que sejam efetuados apenas após o início do projeto e em função das despesas incorridas.

O BCE trabalha desde 2021 no projeto do euro digital, que serviria como meio de pagamento apoiado pelo emissor, complementar ao dinheiro físico, gratuito e acessível também sem ligação à Internet, de acordo com o planeado até agora.

A instituição defende que este projeto permitiria reduzir a dependência de fornecedores de países terceiros que hoje dominam os sistemas de pagamento digital na UE, melhorando assim a autonomia do bloco, o que, num contexto de crescentes tensões geopolíticas, fez com que o projeto ganhasse um novo impulso político.


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