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BCE revê em alta crescimento económico da zona euro para 0,9% em 2024

O BCE reviu hoje em alta a projeção de crescimento da zona euro para 0,9% este ano, baixando a do próximo ano em relação às previsões anteriores, de março.
6 Junho 2024, 16h21

O BCE reviu hoje em alta a projeção de crescimento da zona euro para 0,9% este ano, baixando a do próximo ano em relação às previsões anteriores, de março.


Os técnicos do banco central estão mais otimistas sobre o crescimento dos países da moeda única face a março, mas mais pessimistas relativamente à trajetória da inflação.


As projeções apontam para um crescimento da zona euro de 0,9% em 2024, contra 0,6% previstos em março.


Para 2025, os técnicos do BCE reviram em baixa o crescimento da zona euro, para 1,4%, e mantiveram o crescimento em 2026 em 1,6%.


O BCE reviu hoje também em alta a taxa de inflação, esperando que seja, em média, de 2,5% em 2024 e 2,2% em 2025, mantendo a previsão de 1,9% em 2026.


A inflação sem os preços dos produtos energéticos e dos produtos alimentares deverá atingir uma média de 2,8% este ano, 2,2% no próximo e 2,0% em 2025.


“O Conselho do BCE está determinado a assegurar que a inflação regresse atempadamente ao seu objetivo de médio prazo de 2%. Irá manter as taxas diretoras suficientemente restritivas durante o tempo necessário para atingir este objetivo”, referiu a presidente do BCE, Christine Lagarde, em conferência de imprensa.


O Banco Central Europeu (BCE) desceu hoje em 25 pontos base as três taxas de juro diretoras, sendo a primeira descida desde 2016.


A taxa fixa de operações principais de refinanciamento recuou para 4,25%, a taxa de facilidade permanente de cedência de liquidez desceu para 4,5% e a de facilidade permanente de depósito para 3,75%.


As taxas de juro de referência afastam-se, assim, do nível mais alto desde 2001, depois de o BCE ter efetuado 10 aumentos desde 21 de julho de 2022.


O BCE iniciou em meados de 2022 uma alteração à sua política monetária que incluiu uma série de subidas das taxas diretoras, para conter a inflação na zona euro.



JO // MSF


Lusa/Fim

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