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BCP cai mais de 2% e Lisboa negoceia em terreno negativo

O banco regista a descida mais acentuada e arrasta o PSI para o ‘vermelho’, apesar do sentimento positivo que se observa entre as principais praças europeias.
22 Agosto 2025, 12h55

O Millenium BCP está a desvalorizar 2,61% até aos 0,7764 euros por ação no meio da sessão desta sexta-feira. Em resultado, o banco empurra o índice de referência para as perdas, apesar do otimismo que se regista entre as principais congéneres europeias.

O PSI está a recuar 0,31% até aos 7.995 pontos. Além do BCP, a Corticeira Amorim recua 1,62%, para 7,90 euros, depois do disparo superior a 5% no dia anterior. Ao mesmo tempo, a Jerónimo Martins contrai 0,84% e fica-se pelos 21,24 euros.

Por outro lado, a Navigator adianta-se 1,68% e alcança os 3,392 euros por título, ao passo que a Altri ganha 1,37%, para 5,17 euros. Em simultâneo, a Mota-Engil valoriza 1,03%, agora em 5,39 euros.

No exterior, registam-se acréscimos de 0,61% em Itália, 0,57% em Espanha, 0,24% em França, 0,12% na Alemanha, ao passo que o índice agregado Euro Stoxx 50 somou 0,31%.

A respeito do mercado de futuros, o barril de Brent está a subir 0,02%, para 67,68 dólares, ao passo que o WTI avança 0,13%, até aos 63,60 dólares por barril.

As bolsas europeias vão ganhando tração ao longo da manhã e a generalidade dos principais índices de ações segue agora em alta”, aponta-se na análise do Departamento de Mercados Acionistas do Millenium Investment Banking.

“Isto enquanto os investidores aguardam com grande expetativa pelo discurso que o presidente da Fed fará no Simpósio anual de Jackson Hole, em busca de sinais sobre o futuro das taxas de juro nos EUA, numa altura em que Donald Trump tem vindo a pressionar para um maior ritmo de descida de juros”, salientam os analistas.

Olhando à Europa, “chegou a indicação de que a economia alemã terá contraído 0,3% no segundo trimestre, de forma mais agravada que o previsto. Destaque para a queda do mercado polaco, perante notícias de que o Ministro das Finanças da Polónia pretende aumentar o imposto corporativo para os bancos e reduzir gradualmente o imposto sobre os ativos bancários”, esclarece a mesma análise.

Este contexto “afeta o sentimento sobre o setor no país, incluindo o Bank Millennium, unidade do BCP”. Ao mesmo tempo, no exterior, “a Akzo Nobel é animada pela aquisição de uma posição por parte de um investidor ativista”, acrescenta-se.


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