BCP dispara mais de 3%. Bolsa de Lisboa sobe em linha com as congéneres Europeias

Os CTT e o BCP lideraram as subidas em Lisboa. Na Europa, o Brexit foi o tema da sessão. As bolsas fecharam em alta na primeira sessão da semana.

John Gress/Reuters

O mercado nacional fechou em terreno positivo. O PSI-20 valorizou 0,73% para 5.013,5 pontos, o que compara com um índice global EuroStoxx 50 que avançou 0,68% para 3.603,74 pontos e o Stoxx 600 ganhou 0,67%.

O destaque no PSI-20 vai para o único banco do índice. O BCP subiu 3,96% para 0,2020 euros depois dos jornais económicos terem noticiado que o presidente do Conselho de Administração, Nuno Amado, e o CEO, Miguel Maya vieram de Luanda com a garantia da Sonangol de que se manterá acionista de referência do BCP.

Numa reunião entre o BCP e a Sonangol, que teve lugar em Luanda na quarta-feira passada, dia 16 de outubro, foram analisados os resultados e a atividade desenvolvida no primeiro semestre de 2019, bem como as metas definidas no Plano Estratégico do Millennium bcp para o período 2018-2021, e a petrolífera angolana “reafirmou o interesse do acionista no investimento realizado e na permanência como acionista de referência” do banco liderado por Miguel Maya, segundo uma nota do BCP divulgada esta segunda-feira.

Outra grande subida do PSI-20 foi o título dos CTT que subiu 4,50% para 2,460 euros.

As papeleiras também brilharam. A Navigator disparou 1,89% para 3,336 euros; a Semapa ganhou 1,91% para 12,820 euros; e a Altri valorizou 2,89% para 5,510 euros.

A Mota-Engil avançou 2,12% para 1,978 euros e a EDP Renováveis ganhou 1,34% para 9,840 euros; já a EDP subiu 0,85% para 3,550 euros. O grupo EDP que foi alvo de uma revisão em alta por parte do JP Morgan.

A Jerónimo Martins limitou valorizações superiores no índice nacional ao cair -1,97% para 14,670 euros. Já a Galp também sofreu uma queda (-0,15% para 13,510 euros), apesar do preço do petróleo nos mercados internacionais ter apresentado uma desvalorização.

Os mercados europeus encerraram em alta, com os investidores a olharem para os últimos desenvolvimentos do Brexit, bem como as notícias relativas às conversações entre os EUA e a China.

O Brexit dominou as atenções da manhã depois do parlamento britânico ter aprovado uma emenda que suspendeu a votação do acordo assinado entre Boris Johnson e a União Europeia no passado sábado.  Em consequência, o governo teve de cumprir a lei e pedir a Bruxelas um adiamento do ‘Brexit’ por três meses, até 31 de janeiro.

O governo britânico agendou para esta tarde a votação na câmara dos Comuns do Acordo de Brexit, da Declaração Política e do Protocolo sobre a Irlanda do Norte, ou seja, do novo acordo do Brexit conforme revisto após negociações entre o Executivo de Boris Johnson e a UE a 27. O gabinete do primeiro-ministro avisou desde logo que só submeterá o acordo a votação de não houver emendas. Mas John Bercow, presidente da Câmara dos Comuns, recusou esta segunda-feira a possibilidade de o Parlamento britânico debater e votar hoje o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia.

A legislação que implementa o acordo deverá agora ser votada esta semana.

A bolsa londrina encerrou hoje a subir 0,18% para 7.163,64 pontos.

Em termos setoriais, os produtores de matérias-primas, o setor automóvel e os bancos estiveram entre os melhores performers, segundo o analista do BPI.

Em plena earnings season, a SAP valorizou-se cerca de 2%, no dia em que a empresa alemã reportou um forte aumento no lucro e nas receitas do 3º trimestre, tendo ainda reiterado as suas perspetivas para o ano. O resultado líquido aumentou 28% para os 1,250 mil milhões, face aos 971  milhões no ano passado.

O CAC 40 subiu 0,21% para 5.648,3 pontos; o DAX ganhou 0,91% para 12.747,96 pontos; o FTSE MIB valoriza 0,70% para 22.478,19 pontos; e o IBEX ganha 0,78% para 9.402,3 pontos.

Em termos macroeconómicos, o Eurostat policou a segunda notificação do Défice e Dívida Geral das Administrações Públicas .

Segundo a segunda notificação do Eurostat, em 2018, Portugal apresentou um défice de 0,4% do PIB e uma dívida pública de 122,2% do PIB, sendo o terceiro país mais endividado da União Europeia.

Segundo a segunda notificação do Eurostat, em 2018, Portugal apresentou um défice de 0,4% do PIB e uma dívida pública de 122,2% do PIB (249.143 milhões de euros), sendo o terceiro país mais endividado da União Europeia (atrás da Grécia e Itália).

Para o mesmo período, dois Estados-Membros registaram um défice igual ou superior a 3% do PIB: Roménia (-3,0%) e Chipre (-4,4%). Catorze Estados-Membros registaram superavits, com Luxemburgo (2,7%), Alemanha e Malta (ambos 1,9%) e Bulgária (1,8%) com os maiores valores.

Relativamente à dívida pública, catorze Estados-Membros registaram valores acima de 60% do PIB, sendo que os mais elevados ocorreram na Grécia (181,2%), Itália (134,8%), Portugal (122,2%), Chipre (100,6%), Bélgica (100,0%), França (98,4%) e Espanha (97,6%). Os mais baixos foram registados na Estónia (8,4%), Luxemburgo (21,0%), Bulgária (22,3%), República Checa (32,6%), Lituânia (34,1%) e Dinamarca (34,2%).

A Zona Euro registou, em 2018, um défice de 0,5% e uma dívida pública de 85,9% do PIB. A UE a 28 registou, no mesmo período, um défice de 0,7% e uma dívida pública de 80,4% do PIB.

A dívida pública alemã agravou 3,8 pontos base para -0,344%. A dívida nacional subiu 3,7 pontos base para 0,237% no dia em que se ficou a conhecer o elenco de secretários de Estado e Espanha também os juros da dívida a 10 anos subirem 4,1 pontos base para 0,286%. Itália tem os juros a agravarem 5,8 pontos base para 0,984%.

O euro cai 0,11% para 1,1155 dólares.

Noutros mercados o petróleo em Londres cai 1,31% para 58,64 dólares.

 

 

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