BCP sem exposição à TAP

“O BCP hoje não tem praticamente exposição aos setores dos transportes aéreos”, esclareceu Miguel Maya na apresentação de resultados do primeiro-trimestre.

Miguel Maya | Cristina Bernardo

“O BCP hoje não tem praticamente exposição aos setores dos transportes aéreos”, esclareceu Miguel Maya na apresentação de resultados do primeiro-trimestre.

O presidente do Millennium BCP revelou ainda que tem apenas exposição de crédito a uma companhia aérea, mas que é uma das que não tem problemas financeiros, logo exclui a TAP.

O banco tem uma carteira muito diversificada de exposição ao nível do crédito performing. A exposição aos setores mais sensíveis à pandemia é liderada por 903 milhões em crédito à hotelaria; 820 milhões à promoção imobiliária; 313 milhões à restauração; 122 milhões em crédito a atividades de suporte ao turismo; 99 milhões ao rent-a-car; 83 milhões ao transporte de passageiros e 42 milhões a agências de viagens. Ao todo, soma 2.381 milhões de euros o que representa 6,9% do total do crédito performing.

Portanto, o setor do transporte de passageiros representa apenas 0,2% da carteira de crédito performing, dos quais 0,1% é o peso do crédito ao transporte aéreo.

A exposição à hotelaria representa 2,6% do crédito performing. Já o crédito à restauração está em 0,9% do total do crédito performing.

A promoção imobiliária pesa 2,4% do crédito performing.

O BCP diz ainda que há uma percentagem significativa de carteira de crédito à promoção imobiliária com um loan-to-value até 60%.

A maior exposição do banco é ao crédito à habitação que pesa 46,1% do crédito performing.

O crédito performing subiu em Portugal 4,7% (mais 1,5 mil milhões) para 34,4 mil milhões de euros face a 31 de março de 2019. Se tivermos em conta o primeiro trimestre subiu 946 milhões de euros.

A repartição do crescimento do crédito privilegia o crédito a empresas que somou 60% desse crescimento. O crédito à habitação representou 26% e o crédito pessoal e outros 14%.

Ainda apenas em Portugal a Non-Performing Exposure (NPE) caiu -1,5 mil milhões face ao período homólogo.

Em Portugal o rácio de NPE caiu de de 11,9% para 7,8% num ano.

A nível consolidado esse rácio caiu de 10,1% para 7,2%.

Num ano o crédito a clientes bruto em termos consolidados subiu 6,4% para 54,7 mil milhões, dos quais o crédito performing subiu 9,8%, ou mais 4,5 mil milhões.

O malparado (NPE, que inclui crédito reestruturado) caiu -24,2% (-1,3 mil milhões).

O custo do risco de crédito caiu de 68 pontos base para 63 pontos base num ano.

O custo do risco é o indicador que mede o custo reconhecido no período, contabilizado como imparidade de crédito na demonstração de resultados, para cobrir o risco de incumprimento na carteira de crédito a clientes, e é uma medida de avaliação da qualidade da carteira de crédito através do custo suportado com o risco de incumprimento da carteira de crédito.

Relativamente a exposições de crédito com risco, Miguel Maya não quis falar da Efacec, mas acabou por dizer que alinhava pela posição expressa pelo presidente da CGD, Paulo Macedo, que disse que o banco não ia entrar no capital da empresa controlada por Isabel dos Santos.

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