BCP volta a cair. Bolsas da Europa em queda por causa das tarifas chinesas

Novas tarifas da China aos EUA fazem tombar os mercados. As ações descem mais de 1% e o petróleo cai 3%. Em Portugal o BCP destaca-se por cair quase 3%.

Daniel Munoz/Reuters

China ameaça com tarifas de retaliação e provoca queda nas bolsas. Portugal fecha em queda e acompanha Europa. O PSI 20 desceu 1,17% para 4.800,51 pontos. O mercado nacional terminou o dia em baixa numa sessão menos volátil do que a dos seus pares europeus. Segundo o BPI no seu comentário de fecho, “o PSI20 foi penalizado pela renovada fraqueza do BCP e pela incapacidade da EDP e da REN de capitalizarem a descida que as yields sofreram durante a sessão”.

O BCP caiu 2,55% para 0,2027 euros o que superou os ganhos das últimas sessões. A Pharol perdeu -2,56%; a Sonae deslizou -2,02%; a NOS caiu -1,62% para 5,175 euros; a Jerónimo Martins recuou -1,47% para 14,455 euros; a Semapa desceu -1,16% para 11,980 euros e a Altri caiu -1,32% para 5,605 euros. No setor do papel também a Navigator fechou a cair -1,06% para 2,988 euros.

Só os CTT se destacaram por subir 0,11% para 1,876 euros.

A queda acentuada do petróleo nos mercados internacionais conduziu a Galp a terreno negativo (-0,86% para 12,645 euros). Depois de Donald Trump avançar com outra ronda de tarifas, a China disse que iria aumentar as tarifas de 5% para 10% de 75 mil milhões de dólares de produtos que importa dos EUA. Adicionalmente, às importações de automóveis americanos será cobrada uma taxa aduaneira de 25% a partir de 15 de dezembro.

O petróleo Brent cai 1,97% em Londres para 58,74 dólares, já o crude WTI tomba 3,13% para 53,62 dólares.

No mercado de ações o EuroStoxx 50 caiu 1,17% para 3.334,25 pontos; o CAC 40 deslizou 1,14% para 5.326,9 pontos; o DAX perdeu 1,15% para 11.611,51 pontos; o FTSE MIB recuou 1,65% para 20.473,9 pontos; e o IBEX desceu 0,77% para 8.649,5 pontos. O londrino FTSE caiu 0,47% para 7.095 pontos. Todas as praças europeias fecharam em queda, o que se deve à guerra comercial China/EUA.

A primeira parte da sessão foi marcada pela expetativa em relação à intervenção de Jerome Powell no Fórum de Jackson Hole.  Os investidores estiveram a aguardar pelo discurso de Powell, presidente da Fed, que ocorreu às 15h (hora de Lisboa) no Simpósio Anual de Jackson Hole. Os investidores tentarem captar sinais sobre a política monetária nos EUA, um fator que tem sido preponderante para os mercados de ações, mas o presidente da Fed não avançou com detalhes. No entanto reconheceu que a incerteza provocada pela guerra comercial coloca novos desafios à ação do banco central norte-americanos.

Tal como antecipado no Diário de Bolsa de hoje, a reação das ações nacionais à intervenção do Presidente da Fed foi mais comedida do que a dos seus pares europeus.

Também em Jackson Hole, o Simpósio que reúne anualmente vários banqueiros mundiais, o presidente do Banco de Inglaterra tecerá comentários.

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, e o governador do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, não comparecem este ano ao evento.

As obrigações soberanas da Alemanha caíram 3,1 pontos base para -0,675%. A dívida a 10 anos portuguesa cai 0,8 pontos base para 0,164%; a espanhola desceu 0,3 pontos base para 0,138% e a italiana, ao contrário, subiu 1 ponto base para 1,317%.

O euro subiu 0,44% para 1,1129%.

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