A Polícia Judiciária (PJ) lançou nesta quinta-feira uma megaoperação com 250 inspetores em 75 buscas que visam suspeitas de crimes de corrupção, branqueamento e fraude fiscal e na obtenção de subsídio, entre outros, na aquisição de bens e serviços para organismos do Estado na área informática e tecnológica. Na mira da Operação “Pactum” está a viciação de dezenas de procedimentos de contratação pública e privada, num valor total global da ordem dos 17 milhões de euros.
Entre os alvos das buscas estiveram as instalações do Banco de Portugal, da EPAL, da secretaria-geral do Ministério da Justiça, do Instituto dos Registos e Notariado (IRN) e da Agência para a Modernização Administrativa (AMA). Há vários arguidos entre funcionários da administração pública, pessoas singulares do setor privado e empresas.
Em causa está um esquema de sobrefaturação dos serviços, com os valores inflacionados por parte de empresas privadas em Portugal, que deu origem à Operação “Pactum” que investiga suspeitas de crimes como participação económica em negócio, acesso ilegítimo com violação de confidencialidade, de abuso de poder, corrupção ativa e passiva, falsificação de documentos, falsidade informática, fraude na obtenção de subsídio, fraude fiscal qualificada, tráfico de influência, associação criminosa e ainda do crime de branqueamento.
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