BE quer que informação disponibilizada nas reuniões do Infarmed passe a ser dada ao Parlamento

Os bloquistas consideram que os decisores políticos devem ter acesso a dados sobre a evolução da epidemia e caracterização socioeconómica para poderem tomar medidas mais eficazes para travar a epidemia de Covid-19 em Portugal.

António Cotrim/Lusa

O Bloco de Esquerda (BE) vai apresentar esta quinta-feira um requerimento para que a informação que era disponibilizada nas reuniões do Infarmed passe a ser dada ao Parlamento. Os bloquistas consideram que os decisores políticos devem ter acesso a dados sobre a evolução da epidemia e caracterização socioeconómica para poderem tomar medidas mais eficazes para travar a epidemia de Covid-19 em Portugal.

“O BE apresentará hoje na Assembleia da República um requerimento à comissão de saúde para que as informações que eram dadas e tratadas nas reuniões do Infarmed sejam agora dadas e tratadas à Assembleia da República, via comissão de Saúde”, anunciou o deputado bloquista Moisés Ferreira, em entrevista no Fórum TSF, a propósito do fim anunciado das sessões epidemiológicas do Infarmed.

O partido liderado por Catarina Martins já tinha alertado para a importância de, com o fim das reuniões do Infarmed, o Parlamento continuar a fiscalizar de “forma muito rigorosa toda a evolução quer da pandemia, quer das políticas que tenham sido adotadas e que venham a ser adotadas”.

À TSF, Moisés Ferreira explicou que “não basta” ter apenas  a informação diária sobre o aumento de casos, disponibilizada pela Direção Geral de Saúde (DGS) e é preciso ter “uma interpretação mais fina desses dados, porque a epidemia tem uma dinâmica” e “é diferente estarmos a tratar surtos em lares ou cadeias não identificadas”.

O deputado bloquista afirmou que as reuniões do Infarmed “foram e têm sido importantes importantes pelos dados que têm sido transmitidos e pela caracterização da epidemia e dos casos que tem sido transmitida” e defendeu que avaliação da evolução da Covid-19 e a sua caracterização socioeconómica, em comparação com outros países, deve continuar a ser feita pelos especialistas médicos “independentemente do formato”.

“É importante que os decisores políticos tenham essa informação e, na ausência de novas reuniões, então essa informação deve ser dada à Assembleia da República”, reiterou. “Esta informação não deve ser perdida e as pessoas e especialistas que têm tratado desta informação, devem continuar a enviar à Assembleia da República esses dados”.

Moisés Ferreira referiu ainda que “é importante perceber, além dos números diários, quem é que são as pessoas por detrás dos surtos, onde estão os surtos, como é que eles se caracterizam”. “Deve haver também uma caracterização socioeconómica dos casos. Isso é importante porque, do ponto de vista da decisão política, para tomar medidas para mitigar a epidemia. Sem essa caracterização serão meros tiros no escuro”, frisou o deputado do BE.

Ler mais
Recomendadas
André Ventura no Infarmed

Chega alega que STA “decidiu não decidir” sobre ação contra proibição de deslocações entre concelhos

Direção nacional considera que o acórdão “está ferido de nulidade por insuficiência de fundamentação” da falta de legitimidade do partido para intentar a ação. E afirma que “o sistema judicial funcionou a favor do Governo” ao manter restrições que o Chega considera inconstitucionais sem ser decretado o estado de emergência.

Presidenciais nos EUA: Trump desdobra-se em quatro comícios na Pensilvânia

O Estado da Pensilvânia elege 20 Grandes Eleitores e, por isso, é determinante para o resultado final no dia 03 de novembro, data da eleição presidencial.

Candidata a prefeita do Rio de Janeiro admira Marcelo Rebelo e tem Lisboa como modelo

Filha de imigrantes portugueses, a candidata foi criada no bairro da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, e lançou-se como uma alternativa da esquerda progressista pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), defendendo o diálogo e a participação popular na gestão.
Comentários