BE recomenda que restrições sejam “gradualmente substituídas por medidas de responsabilidade coletiva”

“Não nos parece que, por exemplo, restrições horárias ao comércio à restauração, a existência de recolher obrigatório, as limitações horárias a espetáculos culturais façam sentido neste momento”, disse Moisés Ferreira.

Tiago Petinga/Lusa

O deputado do Bloco de Esquerda, Moisés Ferreira, considerou que as restrições “devem ser gradualmente substituídas por medidas de responsabilidade coletiva”, em reação à informação revelada durante a reunião desta terça-feira com os especialistas do Infarmed.

“Não nos parece que, por exemplo, restrições horárias ao comércio à restauração, a existência de recolher obrigatório, as limitações horárias a espetáculos culturais façam sentido neste momento”, disse Moisés Ferreira em entrevista à RTP.

“Portanto, as medidas restritivas devem ser gradualmente substituídas por medidas de responsabilidade coletiva, de manutenção, de medidas de proteção individual, mas também por medidas de reforço da Saúde Pública e do Serviço Nacional de Saúde”, sublinhou o bloquista.

O Bloco de Esquerda junta-se assim aos restantes partidos com representação na Assembleia da República que pedem o fim das atuais restrições.

Da parte dos especialistas do Infarmed a recomendação é a de que a matriz de risco seja alterada. “Propomos alterar a matriz de risco e introduzir indicadores como gravidade clínica, mortalidade e cobertura vacinal”, sugeriu Andreia Leite, da Escola Nacional de Saúde Pública na reunião desta terça-feira.

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Graça Freitas no Infarmed

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