Beneficiários com prestações de desemprego aumentam 39% em agosto

Já o número de beneficiários do subsídio de desemprego foi em agosto de 193.313, refletindo um aumento mensal de 0,6% e uma subida de 43,2% por comparação com os 134.955 registados um ano antes.

O número de desempregados com prestações de desemprego registou um aumento homólogo de 39% em agosto, para 224.568, segundo estatísticas mensais da Segurança Social que mostram uma duplicação dos beneficiários do subsídio social de desemprego inicial.

“Foram processadas 224.568 prestações de desemprego em agosto de 2020, revelando acréscimos de 1,3% face ao mês anterior e de 39% tendo em conta agosto de 2019”, refere a informação divulgada esta terça-feira pela Segurança Social, indicando que o subsídio social de desemprego inicial abrangeu 10.881 beneficiários, número que traduz uma descida mensal de 0,1%, mas “quase duplicando” em relação a agosto do ano passado.

O subsídio social de desemprego inicial é uma prestação atribuída a quem perde o emprego mas não reúne as condições para receber o subsídio de desemprego.

No âmbito das medidas covid-19, o prazo de garantia de acesso ao subsídio social de desemprego inicial foi reduzido para metade (90 dias em vez de 180 dias). O prazo foi reduzido para 60 dias nos casos em que o desemprego tenha ocorrido por caducidade do contrato de trabalho a termo ou por denúncia do contrato de trabalho por iniciativa da entidade empregadora durante o período experimental.

Já o número de beneficiários do subsídio de desemprego foi em agosto de 193.313, refletindo um aumento mensal de 0,6% e uma subida de 43,2% por comparação com os 134.955 registados um ano antes.

Os beneficiários do subsídio social de desemprego subsequente (atribuído a quem esgota o subsídio de desemprego) totalizaram 19.606, o que representou um aumento de 10,9% em relação a julho e uma descida de 2,3% face ao período homólogo.

Apesar do agravamento mensal, o número total de beneficiários de prestações de desemprego registados em agosto é inferior aos 225.353 contabilizados em maio, sendo este o mês com o registo mais elevado desde o início do ano e sobretudo desde que o impacto da pandemia se começou a sentir no mercado de trabalho.

Os dados mostram ainda que, por comparação com agosto de 2019, continuam a registar-se acréscimos das prestações processadas em todos os grupos etários, sobressaindo os mais jovens, com o grupo de 24 ou menos anos a subir 153,6%; enquanto entre os 25 e os 34 anos subiu 82,8%.

Nos grupos etários entre os 35 e os 44 anos e entre os 45 e os 54 anos observaram-se, por sua vez, subidas homólogas, de 40,6% e 29,7%, respetivamente.

Segundo os mesmos dados, o prolongamento do subsídio social de desemprego chegou em agosto a 10 pessoas, estabilizando face a julho.

Já a medida extraordinária de apoio aos desempregados de longa duração, que começou a ser processada em julho de 2016 atingiu 1.413 beneficiários, ligeiramente abaixo dos 1.444 registados no mês anterior.

De acordo com as estatísticas mensais, o valor médio das prestações de desemprego foi de 501,33 euros em agosto, ligeiramente inferior aos 502,46 euros em julho e dos 504,83 registados no mesmo mês do ano anterior.

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