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BFA com lucro recorde de 230,06 mil milhões de kwanzas no último trimestre

Resultado líquido do banco angolano cresceu 11,8% face aos 205,8 mil milhões do período homólogo. O protagonista do maior IPO do mercado de capitais de Angola, avança o jornal angolano “O  Telegrama”, estará a fazer mudanças na Comissão Executiva para os próximos dois anos de mandato. 
27 Janeiro 2026, 18h23

O Banco de Fomento Angola (BFA) apresentou um lucro líquido histórico de 230,06 mil milhões de kwanzas (cerca de 210,50 milhões de euros) no quarto trimestre de 2025, crescendo 11,8% face aos 205,8 mil milhões (em torno de 188,21 milhões de euros) do período homólogo.

O protagonista do maior IPO do mercado de capitais de Angola estará a fazer mudanças na Comissão Executiva para os próximos dois anos de mandato, avança o jornal angolano “O  Telegrama”.

Ainda sobre os resultados do final do ano passado, no relatório de atividade divulgado esta segunda-feira a instituição bancária justifica o desempenho divulgado esta segunda-feira com a “evolução positiva da Margem Financeira (+17,0%) e da Margem Complementar (+15,1%), sustentados por uma gestão rigorosa do Balanço e das fontes de rendimento”.

Olhando para o balanço trimestral, o ativo líquido atingiu 4,3 biliões de kwanzas em dezembro de 2025. Em causa está um aumento homólogo de 10,9% em resultado do “aumento da carteira de investimentos e ativos financeiros, que registou um crescimento de 11,9%, e pela evolução da carteira de crédito, que apresentou um acréscimo de 22,1%, demonstrando uma política prudente e diversificada de gestão de ativos”.

De acordo com o documento, o crédito líquido ascendeu a 892 mil milhões de kwanzas a fechar o ano, em contraste com os 430 mil milhões do trimestre homólogo.

Também o passivo total registou um aumento no último trimestre do ano, subindo 9,3% para 3,462 biliões de kwanzas face aos 3,17 biliões dos mesmos meses de 2024. O mesmo balanço refere que os recursos de bancos centrais e outras instituições de crédito disparou 472,7% para 137,2 mil milhões de kwanzas, com os recursos de clientes a pesaram 3,21 biliões de kwanzas.

“O Rácio de Fundos Próprios Regulamentares manteve-se estável em torno dos 38,8%, significativamente acima do mínimo regulamentar, evidenciando a robustez da posição de capital do banco e a sua capacidade de absorver riscos de forma prudente”, lê-se no mesmo balancete.

Quanto às mudanças na estrutura do banco, o “Telegrama” noticiou esta terça-feira que Francisca Ferrão Costa, chief financial officer (CFO) do BFA, será substituída por João Jesus. Questionado pelo JE, o banco não comentou.

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