Biden acusa 70 milhões de norte-americanos por vacinar de comprometerem recuperação económica

“A maioria dos norte-americanos estão a fazer a coisa acertada”. O presidente afirmou que cerca de 70 milhões de norte-americanos ainda não se vacinaram contra o vírus.

O presidente norte-americano acusou os norte-americanos que ainda não se vacinaram contra a Covid-19 de atrasar a recuperação económica. Numa conferência de imprensa que decorreu, esta sexta-feira, na Casa Branca, Joe Biden afirmou que existem algumas figuras políticas de tentarem minar ativamente os esforços do executivo para combater a pandemia de Covid-19.

“A maioria dos norte-americanos estão a fazer a coisa acertada”, cita a “CNBC” as declarações do presidente que afirmou que cerca de 70 milhões de norte-americanos ainda não se vacinaram contra o vírus. De acordo com os dados do Our World in Data, até 23 de setembro, 54,29% da população dos Estados Unidos já estava completamente vacinada, enquanto 63,20% aguarda por uma segunda dose.

“Ouçam as vozes das pessoas que não foram vacinadas e que estão deitadas nas camas dos hospitais”, pediu Joe Biden, acrescentando que é “totalmente inaceitável” que sejam contra a vacinação: “As pessoas estão a morrer”, frisou. “Por favor, tomem a vacina”, apelou diversas vezes.

Os economistas reduziram as expectativas para a segunda metade do ano, após uma série de relatórios económicos decepcionantes.

Segundo os dados mais recentes do Departamento do Trabalho, a economia dos EUA criou apenas 235 mil empregos em agosto, bem abaixo das expectativas de um ganho de 720 mil que os economistas consultados pela Dow Jones antecipavam.

Também esta semana, a Reserva Federal previu que o PIB em 2021 irá crescer a um ritmo anual de 5,9%, abaixo da previsão anterior de crescimento de 7%, e revelou ainda que a taxa de inflação homóloga em junho chegou aos 5,4% nos EUA, uma nova subida em relação ao mês anterior, quando o indicador se manteve nos 5%.  Segundo as novas previsões, a inflação deverá atingir 4,2% este ano (contra 3,4% previstos em junho) antes de baixar para 2,2% em 2022.

Os comentários de Biden chegam horas depois do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) ter autorizado a distribuição e administração de uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech.

Durante a mesma conferência de imprensa, o presidente eleito frisou que iria tomar a sua “assim que possível” e que “tal como a primeira e segunda dose”, também a terceira será “gratuita e de fácil acesso”. Os reforços vacinais estarão disponíveis para pessoas com 65 ou mais anos, residentes em lares de idosos, pessoas entre os 50 e os 64 anos com problemas de saúde subjacentes e trabalhadores essenciais, nomeadamente, profissionais de saúde. A dose extra poderá ser dada decorridos pelo menos seis meses desde a administração da última dose da vacina.

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