BMW acredita nos elétricos mas avisa: “Motores de combustão interna ainda têm décadas de vida”

O representante da BMW considerou que o foco para o futuro deverá estar nos carros elétricos, sem esquecer o investimento nos automóveis com motor a combustão que em 2025 ainda vão representar 70% das vendas.

Cristina Bernardo

O diretor-geral da BMW, Massimo Senatore, avançou esta quarta-feira, 23 de agosto, que a marca automóvel esta atenta a um crescimento “muito significativo” do segmento dos elétricos e que esta opção poderá sair valorizada desta pandemia, declarações proferidas durante o “Portugal Smart Cities 2020”, evento que conta com o “Jornal Económico” como media partner. No entanto, este responsável acredita que os modelos com motores de combustão interna ainda “têm décadas de vida”.

“A cada mês estamos a ver um crescimento muito significativo das vendas dos carros elétricos, esta é a verdade. Estamos confiantes que também a consciencialização dos consumidores para as questões ambientais irá sair reforçada desta pandemia”, apontou o diretor-geral da BMW sublinhando que “esta paragem mundial mostrou-nos o efeito positivo no meio ambiente com um visível redução das emissões”.

No entanto, “apesar do compromisso reforçado com quantificação dos veículos seja híbridos ou totalmente elétrico, estes podem parecer estar a dominar o mercado , é verdade, mas os tradicionais motores de combustão interna ainda têm décadas de vida”, contou Massimo Senatore.

“Esta mudança para a eletrificação vai demorar algum tempo, quando assumimos que o melhor cenário no futuro corresponde a 25-30% de venda de veículos elétricos no ano de 2025 temos 70% dos carros com motor a combustão”, apontou o responsável pela BMW. “Mais um motivo para continuar a também a investir em tecnologias de combustão”, acrescentou.

Segundo Massimo Senatore o foco, no futuro, deverá estar nos carros elétricos, mas não descurar os automóveis com motor a combustão, onde a BMW continua a investir tendo melhorado ao longo dos anos “a eficiência dos motores de combustão interna” que têm menos emissões de gases poluentes do que tinham há uns anos.

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