Bolsa de Lisboa abre em alta contrariando a tendência europeia

O PSI 20 soma 0,65%, para 5.207,15 pontos. Pharol, as papeleiras Navigator, Semapa e Altri, e o BCP impulsionam os ganhos.

O principal índice bolsista português (PSI 20) soma 0,65%, para 5.207,15 pontos, no início da sessão desta quarta-feira, 12 de junho, que contraria a tendência das principais congéneres europeias. Ainda assim, os analistas do BPI escreveram no diário da bolsa que “a abertura do mercado nacional deverá ser condicionada pela performance dos mercados europeus”.

Em Lisboa, os títulos da Pharol (2,94%), das papeleiras Navigator (2,68%), Semapa (1,95%) e Altri (0,91%) e do BCP (1,71%) lideram os ganhos e impulsionam os ganhos da bolsa.

“A acentuada alteração que o sentimento dos investidores globais sofreu na última semana favoreceu as ações das empresas nacionais mais expostas às economias externa”, lê-se no diário da bolsa do BPI relativamente às papeleiras.

Além destas empresa cotadas, também a Galp Energia está em alta, valorizando 0,69%, para 13,79 euros, contrariando o preço da matéria-prima que cai nos mercados internacionais. Em Londres, o Brent, que é referência para Portugal, afunda 1,70%, para 61,23 dólares, enquanto o WTI, em Nova Iorque, tomba 1,93%, para 52,24 dólares.

Esta queda ocorre depois do Instituto Americano do Petróleo ter revelado um aumento significativo nos inventários semanais. “Hoje será a vez do Departamento de Energia nos EUA de apresentar os seus dados, os analistas a estimar um aumento em 80.000 barris de petróleo na semana terminada a 7 de junho, enquanto que os barris de gasolina deverão diminuir em 380.000”, apontam os analistas do BPI.

Ainda no PSI 20, em contraciclo, o destaque vai para a Jerónimo Martins. A retalhista abriu a cair 0,17%, para 14,58 euros, após o mercado ter sido informado, em comunicado oficial, que a JP Morgan Asset Management Holdings Inc. alterou a sua participação qualificada dos 2,01% para os 2,11%.

Entre as principais praças europeias, os investidores estão atentos ao compromisso de Trump em chegar a acordo com a China. O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou na terça-feira, 11 junho, a afirmar estar pessoalmente comprometido com a concretização de um acordo comercial com a China, contudo, não tenciona completar este acordo sem que Pequim aceite os termos propostos no início deste ano.

[Dados do início de sessão, pelas 8h00]

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