Bolsa de Lisboa abre em baixa condicionada pelas perdas da Europa

A bolsa nacional manter-se condicionada pelos mercados europeus. Doze cotadas estão a negociar em baixa e seis em alta.

O principal índice bolsista português (PSI 20) está esta terça-feira, dia 13 de agosto, a perder 0,16%, para 4.788,68 pontos, em linha com as principais praças europeias. No mercado bolsista português, são doze cotadas a negociar em baixa e seis em alta.

O BCP é a cotada que mais perde no índice português, ao cair 1.47% para 0,195 euros. Os títulos do banco liderado por Miguel Maya estão ainda a reagir em terreno negativo, depois de o BCP ter revelado que passou a controlar quase 10% da Pharol, mais de dois anos depois de se ter desfeito de uma participação de 6,17% da Pharol. O regresso do BCP como acionista da Pharol, acontece depois de a High Bridge ter entrado em incumprimento num financiamento concedido pelo banco.

A reagir também em queda está a Pharol, que perde 1,43% para 0,138 euros.

As papeleiras Semapa (-1,72%) e Navigator (-0,28%) acompanham também as perdas. No setor da energia, negoceiam em terreno negativo a EDP Renováveis (-0,31%) e a Galp Energia (-0,47%). A seguir a tendência estão ainda a NOS (-0,55%), os CTT (-0,28%), a Corticeira Amorim (-0,88%) e a Sonae Capital (-0,31%).

Em contraciclo, negoceiam a Jerónimo Martins (0,42%), a EDP (0,50%), a Sonae (0,38%), a Altri (0,37%), a REN (0,20%) e a Mota-Engil (0,30%).

“A bolsa nacional deverá manter-se condicionada pelo comportamento dos mercados europeus, numa altura em que muitos investidores se encontram ausentes para férias e em que as noticias empresariais são mais escassas”, segundo o diário da bolsa do BPI.

Nas praças europeias, o índice alemão DAX perde 0,44%, o espanhol IBEX 35 cai 0,64%, o inglês FTSE 100 desvaloriza 0,29%, o francês tropeça 0,40% e o italiano FTSE MIB subtrai 0,63%.

A instabilidade política em Itália merece especial atenção dos investidores. “Os líderes parlamentares decidiram ontem, por maioria de votos, agendar a intervenção do primeiro-ministro, Giuseppe Conte, para 20 de agosto. No entanto, por falta de unanimidade, a presidente do Senado, Elisabetta Casellati, deliberou que os senadores terão de votar individualmente o calendário da moção de desconfiança”, explica a equipa de analistas do BPI.

Esta terça-feira, os senadores vão votar o calendário da moção de desconfiança apresentada por Matteo Salvini. “De lembrar que no final da semana passada, o líder do partido italiano de extremadireita Liga e vice-primeiro-ministro, Matteo Salvini, deu a coligação governamental entre o partido de extrema direita Liga e o Movimento 5 Estrelas como terminada, tendo exigido que fossem convocadas eleições antecipadas em Itália ao referir que é ‘hora de devolver a palavra aos eleitores'”, indica.

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