A Bolsa de Lisboa segue a meio da sessão desta quinta-feira com uma desvalorização de 0,53% para os 9.094,50 pontos, contrariando o verde do início do dia.
As maiores quebras na bolsa portuguesa vão para a Mota-Engil que desliza 2,95% para os 4,99 euros, seguida pela Teixeira Duarte que quebra 1,88% para os 0,52 euros, e a REN desvaloriza 1,73% para os 3,69 euros.
No vermelho está ainda a EDP, a Sonae, a EDP Renováveis, a Semapa, a NOS, os CTT, o Banco Comercial Português (BCP), e a Altri.
A negociar no verde está a Galp Energia que sobe 1,56% para os 18,60 euros, seguida pela Corticeira Amorim que avança 0,29% para os 7,02 euros e a Jerónimo Martins valoriza 0,28% para os 21,16 euros.
No verde está ainda a Navigator.
Europa no vermelho
As principais bolsas europeias estão a negociar no vermelho. O DAX (Alemanha) quebra 0,80% para os 25.084,98 pontos, o CAC 40 (França) desvaloriza 0,74% para os 8.366,88 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desce 0,81% para os 10.600,00 pontos.
O AEX (Países Baixos) desce 0,29% para os 1.007,58 pontos, o IBEX 35 (Espanha) desvaloriza 0,87% para os 18.038,77 pontos, e o FTSE MIB (Itália) quebra 1,46% para os 45.684,50 pontos.
“As bolsas europeias estão em queda esta quinta-feira. O índice alemão está entre os mais castigados, perante o fraco ambiente no setor Automóvel, onde as projeções de rentabilidade da Renault desiludiram, e o tombo da Airbus, após uma previsão dececionante de entregas de aviões para este ano. Em Portugal, a EDP recebeu um upgrade mas acompanhava o ambiente negativo do setor. A Galp estava entre os poucos destaques positivos, sustentada pela subida dos preços do petróleo”, refere a research do Millennium.
O petróleo está a ser negociado em alta com o brent a subir 1,01% para os 71,06 dólares e o crude valoriza 1,09% para os 65,76 dólares.
“Ontem [quarta-feira], ao final da tarde, as atas da última reunião da Reserva Federal norte-americana (Fed) mostraram que os membros banco central norte-americano estão cautelosos em relação a cortes adicionais de taxas de juros. Segundo o relatório, alguns membros acreditam que a fraqueza do mercado de trabalho do ano passado estava a diminuir e que o risco de uma inflação mais persistente permanece”, acrescentou a research do Millennium.
O CEO da ActivTrades Europe, Ricardo Evangelista, salienta que o dólar norte-americano “encontrou suporte” após a divulgação das últimas atas da Fed, que “revelaram divisões” no seio do comité de política monetária da Fed, com vários responsáveis a mostrarem-se “relutantes” em cortar as taxas de juro enquanto a inflação se mantém acima da meta.
“Neste contexto, os investidores concentram agora a sua atenção na divulgação, amanhã [sexta-feira], dos dados de inflação PCE nos Estados Unidos. O índice PCE é o indicador de inflação preferido da Fed e qualquer desvio face às expectativas do consenso poderá alterar as perspetivas quanto à trajetória de cortes de taxas por parte do banco central, influenciando o dólar norte-americano e, dada a correlação inversa entre os dois ativos, também o ouro”, adianta Ricardo Evangelista.
Já o analista da ActivTrades Europe, Henrique Valente, referiu que as minutas da Fed publicadas ontem [quarta-feira] revelaram um tom “ligeiramente mais hawkish” do que o antecipado, “reforçando” a ideia de que o banco central “não tem urgência” em cortar a taxa de referência dos Estados Unidos.
“Os responsáveis da Fed mostram-se mais divididos quanto às próximas decisões e admitem que novas subidas poderão ser apropriadas se a inflação permanecer elevada e se o mercado laboral se mantiver resiliente. Ainda assim, a reação dos índices americanos foi contida, sugerindo que a política monetária deixou de ser o principal motor no curto prazo. O foco dos investidores recai cada vez mais sobre dois riscos externos. O primeiro é a evolução da inteligência artificial, com novas ferramentas a desafiar modelos de negócio estabelecidos e a aumentar a dispersão entre setores. O segundo é a escalada das tensões no Médio Oriente, refletida na subida do petróleo e na maior procura por ativos de refúgio, alimentando receios sobre a inflação e as condições financeiras globais”, acrescentou Henrique Valente.
O euro está a quebrar 0,07%, face ao dólar, para os 1,17796 dólares e o euro está a valorizar 0,20%, face à libra, para as 0,87479 libras.
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