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Bolsa portuguesa supera Europa e EUA em janeiro com subida de 4,8%

O mercado parece validar o clássico indicador “First Five Days”. Segundo este adágio bolsista, a performance positiva nos primeiros cinco dias do ano prevê, com uma probabilidade de 83%, um ano de ganhos. A banda de variação mensal do PSI oscila entre a subida de 14,35% da Galp e a queda de 9,94% da Mota-Engil. 
2 Fevereiro 2026, 20h00

O mercado de capitais português iniciou o ano de 2026 com um fôlego renovado. O PSI (Portuguese Stock Index) encerrou o mês de janeiro nos 8.662,2 pontos, registando uma valorização mensal de 4,8%. Este desempenho coloca a praça lisboeta num patamar de destaque internacional, superando o crescimento do índice global MSCI World (2,2%) e batendo vizinhos diretos como o mercado espanhol e a média europeia (3,2%).

Enquanto os índices norte-americanos mostram sinais de fadiga e uma desaceleração na taxa de crescimento, e o mercado europeu, apesar de positivo, perdeu tração, o PSI manteve a trajetória ascendente herdada de 2025.

O PSI mantém-se na trajectória de crescimento de 2025, apresentando uma variação homóloga (relativamente a 31 de Janeiro de 2025) de 32,8%.

A banda de variação mensal do PSI oscila entre a subida de 14,35% da Galp e a queda de 9,94% da Mota-Engil. No mês de Janeiro verifica-se que 11 sociedades cotadas do PSI apresentam uma subida de valor e cinco tiveram uma queda.

O ranking mensal das sociedades com aumento de valor no mês de Janeiro inclui a Galp (14,35%), a EDP (10,27%), a Sonae SGPS (9,8%), a NOS (9,22%), a Ibersol (7,58%), a Semapa (7,18%), a REN (7%), a EDP Renováveis (6,31%),  o BCP (2,03%), a Navigator (1,72%) e a Corticeira Amorim (1,21%).

As sociedades com redução de valor em Janeiro foram a Teixeira e Duarte (-24,21%), a Mota-Engil (-9,94%), os CTT (-8,61%), a Altri (-3,78%) e a Jerónimo Martins (-1,73%).

O mercado parece validar o clássico indicador “First Five Days”. Segundo este adágio bolsista, a performance positiva nos primeiros cinco dias do ano prevê, com uma probabilidade de 83%, um ano de ganhos. Embora os analistas alertem que rentabilidades passadas não garantem ganhos futuros, o otimismo é reforçado pelo dinamismo nos Mercados Emergentes, que dispararam 8,8%, e pelo elevado ritmo de crescimento nos mercados asiáticos.

Com o PSI a crescer acima da média europeia, Portugal posiciona-se como um ponto de interesse para investidores que procuram rendimento num cenário de abrandamento das grandes economias desenvolvidas.

A análise da Maxyield revela que o PSI encontra-se na parte superior da faixa de variação [8.200 – 8.900 pontos], que nos reporta para níveis de há 16 anos.

“A atual fase de crescimento bolsista do PSI tem a duração de 6 anos, escapou ao bear market global de 2022 e ao bear market dos EUA de Abril de 2025, sendo que a última década nos habituou a ciclos bolsistas com a duração de 2 anos, alguns dos quais exclusivos do mercado português”, diz a associação de pequenos acionistas.

A avaliação das cotações do universo PSI, através do seu PER (relação entre a cotação e o lucro por ação), apresenta-se tendencialmente elevada, face a importantes índices internacionais de referência, defende ainda a Maxyield.

O crescimento do PSI a ritmo superior aos resultados deste universo empresarial, está a provocar um aumento acentuado do PER, susceptível de gerar uma situação de sobreaquecimento e efeito de bolha, face ao ritmo de crescimento e actual nível deste indicador de mercado.

“Esta questão merece particular atenção relativamente à evolução dos preços na bolsa nacional no horizonte temporal, pois após um ciclo de subida das cotações ocorre o seu oposto através de processo de correção”, destaca a Maxyield.

A associação liderada por Carlos Rodrigues, conclui que “globalmente, no mercado português, os preços atuais apresentam-se tendencialmente  caros e a nível elevado, razão pela qual despertou o interesse do short selling” e que “as situações atuais de venda a descoberto em percentagem superior a 0,5% do capital social envolvem  a Mota-Engil (3,73%), a NOS (1,02%), a Navigator (1,12%) e a Altri (1,77%), cujas posições foram constituídas maioritariamente no passado mês de Janeiro.

Já no que toca ao PSI Geral que engloba o PSI e 15 sociedades cotadas no segundo mercado e que representam sensivelmente 3% da capitalização bolsista, deu-se um aumento de 5,4%, sendo que a sua evolução reflecte em larga medida o comportamento do PSI.

Genericamente, o segundo mercado é constituído pelas small caps, uma classe de empresas de capital aberto negociadas em bolsa, que possuem um baixo nível de free float.

O PSI Geral no mês de Janeiro/2026 sofreu um aumento de 5,4% com o detalhe individual do quadro seguinte, sendo que a sua evolução reflecte em larga medida o comportamento do PSI.

Destacamos o crescimento mensal das cotações da Glint, da Impresa, da Nova Base, da Estoril Sol e da Pharol. A Sonaecom, a Toyota Caetano, a Média Capital e a Ramada com uma capitalização bolsista superior a 100 milhões de euros  apresentam uma performance mensal  inferior à evolução do mercado”, refere a Maxyield.

Com uma capitalização bolsista também superior a 100 milhões, a Martifer apresenta uma cotação de fecho mensal de 2,45 euros tendo sido objeto de OPA em 5 de Agosto do ano passado pela Visabeira Indústria SGPS pelo valor de 2,057 euros por ação, o qual é inferior aos valores transacionados desde o mês de Maio.

A Maxyield lembra que todas as SAD apresentam uma evolução mensal positiva mas inferior a 1%.

Os mercados acionistas globais encontram-se refletidos no índice  Morgan Stanley Capital International, abreviadamente conhecido por MSCI World, que registou no mês de Janeiro um crescimento mensal de 2,2%.

Em Janeiro, para além do Índice global, o mercado europeu, o benchmark norte-americano S&P500 e os mercados asiáticos, atingiram novos máximos históricos.


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