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Bolsas da Europa seguem em terreno negativo e PSI não é exceção. Petróleo dispara

O crude WTI dispara 2,37% para 98,45 dólares e o Brent escala 5,01% para os 108,6 dólares o barril. A contribuir para isso está um ataque ao campo de exploração de gás natural em South Pars, partilhado pelo Irão e pelo Qatar, que o regime de Teerão atribui a culpa aos Estados Unidos e a Israel. Por cá a EDP Renováveis tomba -2,49%; a EDP recua -2,07%; a Jerónimo Martins perde -1,65%; a Mota-Engil desce -1,45%.
Trading screen financial data in red. Selective focus. Focus is appx central.
18 Março 2026, 15h31

O PSI está a cair -0,54% em linha com as principais praças europeias. Isto depois de uma manhã em que os índices estavam em alta esta manhã animadas pelas então quedas dos preços do petróleo, que ocorreram após o Iraque ter anunciado que começou a exportar petróleo via Turquia através de um oleoduto.

Mas tudo isso mudou. Wall Street abriu em queda e na Europa está tudo em queda. O Stoxx 600 perde 0,77% o EuroStoxx 50 recua 0,73%.

O crude WTI dispara 2,37% para 98,45 dólares e o Brent escala 5,01% para os 108,6 dólares o barril.

A contribuir para isso está um ataque ao campo de exploração de gás natural em South Pars, partilhado pelo Irão e pelo Qatar, que o regime de Teerão atribui a culpa aos Estados Unidos e a Israel.

Por cá a EDP Renováveis tomba -2,49%; a EDP recua -2,07%; a Jerónimo Martins perde -1,65%; a Mota-Engil desce -1,45%.

A Jerónimo Martins e CTT apresentam contas após o fecho do mercado europeu.

Há cinco cotadas no verde a banca é o setor mais animado, e por isso o BCP dispara +1,68% para 0,8092 euros. Isto por contágio da subida de 3,64% do Commerzbank depois do CEO do Unicredit ter referido que pretende romper o impasse nas negociações ao adquirir uma posição relevante.

O presidente executivo do UniCredit, Andrea Orcel, afirmou esta quarta-feira que não descarta melhorar os termos da oferta do banco italiano pelo Commerzbank caso as negociações de fusão tenham um desfecho positivo, acrescentando que tal cenário é muito improvável.

Com a subida repentina do petróleo, a Galp regista nesta altura uma subida da cotação de +1,46%.

Lá fora a HelloFresh atinge o seu valor mais baixo de sempre, em reação a fracas projeções.

O FTSE 100 cai 0,80%; o CAC 40 perde 0,12%; o DAX desliza 0,87%; o FTSE MIB recua 0,45%; e o holandês AEX tomba 1,25%. A exceção parece ser o IBEX que sobe ligeiramente +0,03%.

Mais logo, os investidores centram as suas atenções nas decisões de política monetária da Fed para os EUA, que chegam pelas 18h de Lisboa. Apesar de não ser esperado qualquer alteração na taxa de juro, o mercado irá estar atento ao discurso do Presidente sobre futuros movimentos de taxas e perspetivas de inflação e economia, após a escalada dos preços do petróleo e gás natural em reação à guerra no Irão.

Também foram conhecidos, esta quarta-feira, os dados da inflação nos Estados Unidos, que ficaram acima das expectativas. O indicador que mede esta evolução acelerou mais do que o esperado em fevereiro, atingindo 3,4% em termos homólogos e 0,7% em cadeia.

Entretanto o ouro recuou para o menor nível em um mês, à medida que os mercados adotam uma postura mais cautelosa antes da decisão de política monetária do Federal Reserve e do discurso do presidente Jerome Powell, que será acompanhado por novas projeções económicas.

Embora a manutenção das taxas de juros seja amplamente esperada, a incerteza quanto à trajetória da política monetária no médio prazo permanece elevada, especialmente com o retorno dos riscos inflacionários impulsionados pela energia, segundo a análise de mercado feita por Thadeu Dos Santos, Diretor Regional na Infinox LATAM.

 


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