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Bolsas ganham terreno e corte nos juros da Fed parece mais próximo

O presidente da Fed deu sinais de que um corte nos juros de referência pode estar para breve e os mercados sorriram na última sessão da semana passada, de forma particular em Wall Street. Seguem-se dados sobre o clima económico na Alemanha e a construção de casas nos EUA.
25 Agosto 2025, 07h00

Crescem as expetativas de que a Reserva Federal faça um corte nas taxas de juro de referência, perante as palavras do presidente do organismo. Na sexta-feira, o sentimento foi de algum otimismo, particularmente visível em Wall Street.

Na reunião de Jackson Hole, que junta banqueiros centrais de todo o mundo com uma periodicidade anual, Jerome Powell adotou uma postura menos hawkish/dura. Neste contexto, cresce a crença de que a próxima reunião (marcada para 17 de setembro) seja marcada pela decisão de um corte nos juros. Tal representaria um estímulo para a economia americana e para a economia global, pelo que a interpretação dos mercados foi positiva. O sentimento foi particularmente notório entre o setor tecnológico.

Entre os principais índices de Nova Iorque, houve subidas de 1,89% no industrial Dow Jones, 1,88% no tecnológico Nasdaq e 1,52% no S&P 500.

No continente europeu, os principais índices registaram ganhos menos expressivos, na ordem de 0,76% em tália e 0,70% em Espanha. Seguiram-se incrementos de 0,40% em França, 0,32% na Alemanha e 0,09% no Reino Unido, ao passo que o índice agregado Euro Stoxx 50 se adiantou 0,39%.

Ainda assim, Lisboa terminou o dia em perda. O índice PSI recuou 0,50% e ficou-se pelos 7.980 pontos na sessão desta sexta-feira. O Millenium BCP caiu 3,41% e as ações ficaram-se pelos 0,77 euros, tendo empurrado o índice para terreno negativo. Seguiram-se tombos de 2,72% para 5,19 euros na Mota-Engil, 2,49% até aos 7,83 euros na Corticeira Amorim e 2,43% para 20,90 euros na Jerónimo Martins.

Por outro lado, a EDP Renováveis avançou 2,39% até aos 10,70 euros por título, ao passo que a Navigator ganhou 2,22% para 3,41 euros e a Altri somou 2,16% até aos 5,21 euros.

Sentimento económico e mercado imobiliário centram atenções

Na Alemanha vai ser conhecido o Índice Ifo, que mede o Clima de Negócios, referente a agosto, na maior economia da zona euro. Posteriormente, vão ser conhecidos, nos EUA, dados sobre licenças de construção e venda de casas novas, em julho.


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