BPI suspende dividendos de 13 milhões até outubro

“Perante as circunstâncias atuais o Banco BPI e o CaixaBank decidiram suspender o pagamento do referido dividendo, o qual apenas terá lugar em outubro de 2021”, lê-se no comunicado.

O CEO do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, fala durante a apresentação dos resultados de 2020 da instituíção bancária, na sede em Lisboa, 04 de fevereiro de 2021. TIAGO PETINGA/LUSA

O Banco BPI informa que o seu acionista único, o CaixaBank, “por deliberação unânime por escrito tomada no passado dia 15 de abril, aprovou o Relatório de Gestão, as contas individuais e consolidadas e demais documentos de prestação de contas do Banco BPI relativos ao exercício de 2020”.

O CaixaBank também aprovou a proposta apresentada pelo conselho de administração do Banco BPI para a distribuição de dividendos, referentes aos resultados de 2020, no montante de 13.173.230,32 euros (cerca de 13,2 milhões de euros),

O BPI já tinha dito que ia distribuir 13 milhões de euros em dividendos este ano, dentro do limite permitido pelo BCE; mas agora revelou que só vai pagar esse valor em outubro.

“Perante as circunstâncias atuais o Banco BPI e o CaixaBank decidiram suspender o pagamento do referido dividendo, o qual apenas terá lugar em outubro de 2021”, lê-se no comunicado.

“O conselho de administração já aprovou a proposta de distribuição de 15% do resultado líquido, que serão liquidados em setembro de 2021”, disse João Oliveira e Costa, CEO do BPI durante a apresentação dos resultados de 2020.

Recomendadas
Miguel Maya

Saíram 190 colaboradores até março, e “no momento oportuno” o BCP anunciará o plano

Dois temas revelantes foram questionados ao presidente do BCP na apresentação de resultados. O primeiro sobre o plano de saída de pessoal que o mercado espera que seja anunciado e o segundo sobre o financiamento ao Fundo de Resolução para injetar no Novo Banco. No primeiro Miguel Maya prometeu anunciar “em momento oportuno”, no segundo disse que o BCP, que faz parte do sindicato bancário, “tem sido diligente” e que “não é o BCP que atrasa o que quer que seja”.

Novo Banco: Ministério fixou “limite inferior do intervalo” para capitalização

O antigo governador do Banco de Portugal Carlos Costa assegurou hoje que o “limite inferior do intervalo” para capitalizar o que viria a ser o Novo Banco foi determinado pelo Ministério das Finanças, contrariando declarações de Maria Luís Albuquerque.

Novo Banco: “Não houve nenhuma complacência” com a família Espírito Santo

“Não houve nenhuma complacência nessa matéria. Mas houve um grande rigor do ponto de vista da constituição de provas, porque não basta ter sentimentos, não basta ter indícios”, disse hoje no parlamento o antigo governador, respondendo a João Paulo Correia (PS) sobre o adiamento da família Espírito Santo do banco.
Comentários