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Brasil coloca 4,5 mil milhões de dólares de dívida soberana

A operação foi marcada pela elevada procura e pelos menores diferenciais em mais de uma década para um título soberano brasileiro de longo prazo, de acordo com o comunicado do ministério.
10 Fevereiro 2026, 21h31

O Brasil colocou esta segunda-feira 4,5 mil milhões de dólares nos mercados internacionais em obrigações a dez anos, tendo também reaberto o seu título de referência a trinta anos, informou o Ministério das Finanças.

A operação foi marcada pela elevada procura e pelos menores diferenciais em mais de uma década para um título soberano brasileiro de longo prazo, de acordo com o comunicado do ministério.

De acordo com a nota, o Tesouro Nacional lançou um novo título Global 2036, com o qual captou 3,5 mil milhões de dólares (2,94 mil milhões de euros), o maior volume já emitido pelo país para um título a dez anos.

O título oferece um cupão anual de 6,25%, pagável semestralmente.

A segunda parte da operação consistiu na reabertura do título Global 2056, com vencimento em 12 de janeiro de 2056, com o qual captou outros mil milhões de dólares (839,8 mil milhões de euros).

Este segundo título oferece um rendimento de 7,3% ao ano.

A operação atraiu um interesse significativo do mercado, com 466 ordens no livro de ofertas e uma procura que triplicou a oferta, atingindo cerca de 12 mil milhões de dólares (10 mil milhões de euros) no seu pico.

Aproximadamente 90% da colocação foi adquirida por investidores da Europa e América do Norte, enquanto a América Latina – incluindo o Brasil – ficou com cerca de 9%.

O Tesouro afirmou que os resultados, com alta procura e diferenciais reduzidos, refletem a confiança internacional na solidez e credibilidade da dívida soberana brasileira.

Além disso, salientou que a emissão contribui para o alongamento do perfil da dívida pública, diversifica a base de investidores e consolida referências-chave na curva soberana, que costumam servir de orientação para futuras emissões.

A operação foi liderada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo Mitsui Banking Corporation, e a sua liquidação financeira está prevista para 19 de fevereiro de 2026.


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