Brasileira Wedoit entra em Portugal com ‘hub’ tecnológico e contrata dez pessoas

A empresa está dedicada à implementação ‘end-to-end’ de infraestruturas de tecnologias da informação e vê em Portugal uma rampa de lançamento para países como Inglaterra, Países Baixos, Espanha, Itália, França e Alemanha, que estão na lista de prioridades de internacionalização.

A empresa brasileira Wedoit, que opera nos serviços de implementação de infraestruturas das tecnologias da informação (TI), anunciou esta semana a sua entrada no mercado português e a criação em Portugal de um hub tecnológico com técnicos altamente qualificados e certificados em soluções digitais.

O cofundador e CEO da empresa revelou ao Jornal Económico (JE) que, inicialmente, prevê contratar cerca de dez profissionais, mas o objetivo é aumentar este número “muito brevemente”. Como Portugal é uma rampa de lançamento para países como Inglaterra, Países Baixos, Espanha, Itália, França e Alemanha, que estão na lista de prioridades da Wedoit, a equipa nacional irá endereçar não só os projetos dentro das fronteiras, mas também suportar a estratégia de expansão da tecnológica pelo resto da Europa.

“No mercado brasileiro temos dois anos de atividade e uma rede com mais de 150 profissionais, mas acreditamos que o mercado europeu é mais maduro nesta área da tecnologia e tem bastante mais oportunidades. O nosso objetivo é conquistar grandes projetos na Europa, mas recorrer sempre talento português, independentemente do país em questão”, explicou Felippe Siqueira.

A empresa – que tem na lista de clientes multinacionais como a HPE, a Hitachi Vantara, a NTT ou a VMWARE – está exclusivamente dedicada à implementação end-to-end de infraestruturas de TI (hardware ou software) e diz que traz para Portugal um posicionamento estratégico e um modelo de negócio “diferentes daqueles que tipicamente existem no mercado nacional de TI”.

“Estamos a entrar agora no país, a criar a equipa e a abordar o mercado. O investimento será feito de acordo com a resposta do mercado, tanto a nível nacional como europeu. Se for positiva como esperamos, o nosso investimento inicial previsto terá de aumentar consideravelmente, bem como a equipa”, afirmou Felippe Siqueira ao JE, quando questionado sobre o valor do investimento no país.

“Portugal tem um ecossistema de apoio às startups muito robusto. É um polo de inovação. Um país cada vez mais atrativo para as empresas internacionais, com talento tecnológico muito qualificado, fluente em inglês ou espanhol. Tudo isto é fundamental para o negócio e estratégia da Wedoit”, destacou o gestor, no comunicado enviado aos meios de comunicação social.

Recomendadas

Governo recebe 300 milhões da CGD em dividendos extraordinários

Com este dividendo extraordinário, o Estado recebe ao todo em 2021, da CGD, 383,6 milhões de euros.

“Teletrabalho? Caberá ao empregador pagar o acréscimo de custos em virtude do trabalho remoto”

“Ficou claro que caberá ao empregador pagar tudo o que seja relativo à aquisição de equipamentos e de instrumentos de trabalho: computadores, tablets, telemóveis, impressoras, etc. Por outro lado, caberá ao empregador pagar o acréscimo de custos que o trabalhador comprovadamente demonstrar serem relativos ao teletrabalho”, realçou Maria João da Luz, advogada sénior da Morais Leitão.

Haitong Bank liderou a emissão de obrigações da Mota-Engil num sindicato que incluiu CaixaBI, Finantia e Novobanco

Nesta emissão, a Mota-Engil compromete-se a melhorar um indicador (KPI) de modo a alcançar a uma meta de desempenho de sustentabilidade (SPT) em 31 de dezembro de 2025; caso a emitente não cumpra esse objetivo, pagará uma remuneração adicional de 1,25 euros por obrigação Mota-Engil 2026 na data de reembolso final do empréstimo.
Comentários