Brincar com Lego é nova forma de aprendizagem para adultos

O método baseia-se no conceito handstorming – em pensar com as mãos na construção de conhecimento, através de modelos em Lego. Pode ser usado em contextos empresariais e académicos.

Centenas de peças de LEGO, de todas as cores e feitios estão ali sob a mesa ao alcance de todos. “Quando foi a última vez que brincaram com LEGO?” é a primeira questão que se coloca. Rita Oliveira Pelica, facilitadora certificada, vai dando instruções aos participantes. O processo é simples e promove a sua eficácia. Cada participante vai construindo a sua própria história.

“As peças de LEGO servem para criar metáforas para conceitos, ideias de negócio, produtos ou serviços – de uma forma rápida, criativa e intuitiva fazem-se protótipos 3D”, explica a fundadora e CEO da OnYou – Empowering & Learning Experiences, que aposta na dinamização da metodologia LEGO® SERIOUS PLAY®, uma nova forma de aprendizagem para adultos assente no pressuposto: aprender enquanto se brinca. Ou, no original em inglês, Learning by playing.

Este método inovador trabalha o desenvolvimento de indivíduos, equipas, empresas e outras organizações, melhorando o seu auto-conhecimento e potencializando as suas performances através do incentivo à criatividade, inovação e comunicação, pela resolução de problemas. O método, explica Rita Oliveira Pelica, “baseia-se no conceito handstorming – em “pensar com as mãos” na construção de conhecimento, através de modelos em LEGO. É uma abordagem totalmente prática que permite uma experiência multi-sensorial: visual, auditiva e cinestésica. Hands on!”

Quando terminam de construir o seu modelo – storybuilding, os participantes são convidados a partilhar as suas histórias – storytelling. É um método muito democrático para a condução de reuniões e que se baseia numa filosofia de liderança participativa: todos participam no processo – contando as suas histórias metaforizadas e ouvindo todas as histórias dos elementos que fazem parte da sessão. Há um foco evidente nos conceitos de inteligência coletiva e de economia colaborativa, pois os modelos base individuais servirão depois para a construção de modelos partilhados.

Segundo Rita Oliveira Pelica, que tem carreira profissional consolidada na área dos recursos humanos, uma das vantagens desta metodologia é a sua “flexibilidade”, o poder ser usado em contextos empresariais e académicos.
Nas empresas, explica, é particularmente interessante utilizar esta ferramenta em processos de recrutamento e seleção, comunicação, alinhamento de cultura organizacional, definição de estratégia, liderança/gestão de equipas e inovação. No mundo académico, acrescenta, “esta é uma abordagem muito alinhada com as formas de aprendizagem das novas gerações, muito criativa e visual”. Em Portugal está já a ser feito algum trabalho neste sentido, ao nível das Universidades, em cursos para executivos, caso de Soft Skills e Marketing Pessoal que Rita Pelica está a co-organizar no ISEG, em Lisboa.

Recomendadas

Covid-19: ‘Chef’ Vítor Sobral vai “acender uma velinha a Nossa Senhora de Fátima” para pagar salários

O Grupo Quina emprega cerca de 120 funcionários. Dois restaurantes foram encerrados, outros dois estão a funcionar em regime de ‘take away’, assim como as padarias. Vítor Sobral garante salários neste mês de março, mas não sabe como será no mês de abril.

“Queremos estar na linha da frente para relançar a economia nacional”, assegura vice-presidente da IP

Segundo os dados mais recentes fornecidos pela gestora da rede ferroviária nacional ao Jornal Económico, 63% das obras previstas no pano Ferrovia 2020 estão em andamento ou já foram finalizadas, um aumento face aos 52% neste estado que se verificavam em fevereiro deste ano. Estão mais de 800 milhões de euros em obra.

CGTP considera que apoios às empresas e famílias negligenciam “questões essenciais”

“A procura interna e o consumo das famílias, não só no atual período, como na fase que se vai seguir, serão determinantes para relançar a economia, promover emprego e assegurar que os bens e serviços das empresas são vendidos”, sustenta a intersindical.
Comentários