Brisa vê lucros aumentarem em mais de 50% para 52 milhões de euros até junho

Já o EBITDA atingiu os 167,1 milhões de euros, mais 13,4% do que registado no primeiro semestre em 2020, e 28,1% abaixo do mesmo período em 2019, “refletindo uma forte eficiência operacional, mesmo em tempos adversos”, frisa a Brisa.

A Brisa Concessão Rodoviária (BCR), registou no primeiro semestre de 2021 um aumento do resultado líquido de 50,8% para 52 milhões de euros, quando comparado aos 34,5 milhões apresentados no mesmo período de 2020, adianta o comunicado divulgado, esta sexta-feira, pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Quanto ao EBITDA, ou seja, o lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, este atingiu os 167,1 milhões de euros, mais 13,4% do que registado no primeiro semestre em 2020, e 28,1% abaixo do mesmo período em 2019, “refletindo uma forte eficiência operacional, mesmo em tempos adversos”, lê-se na nota.

No comunicado divulgado, a Brisa adianta que os proveitos operacionais, isto é, excluindo amortizações, depreciações, ajustamentos e provisões, registaram um aumento de 8,9% para 231,9 milhões de euros comparativamente ao mesmo período de 2020. No entanto, esclarece, teve uma redução de cerca de 23% face aos 299,1 milhões registados no mesmo período de 2019.

Quanto ao tráfego médio diário (TMD), a BCR anuncia que registou um crescimento de 9% comparativamente ao período homólogo, a que correspondeu um volume de tráfego de 14.663 veículos por dia. “Apesar desta recuperação, a perda do TMD face ao primeiro semestre de 2019 é ainda de 26,1%”, nota a empresa.

Autoestradas com recuperação positiva, mas ainda lenta

Relativamente às autoestradas, “todas apresentaram um desempenho positivo de tráfego, apesar das autoestradas suburbanas registarem uma recuperação mais lenta devido ao impacto do Covid-19”, adianta, fazendo referência à A9, que cresceu 1,2%, e a A12, que valorizou mais 4,4%. Por sua vez, a A13 registou o maior aumento do táfego médio diário face ao período homólogo, tendo crescido mais 23,5%.

Por sua vez, as receitas de portagem atingiram os 219,2 milhões de euros no semestre, mais 9,1% do que no mesmo período de 2020. No primeiro semestre de 2020, os ganhos da concessionária tinham sido de 200,8 milhões de euros.

No que toca aos custos financeiros da Brisa, estes caíram 12,9%, beneficiando da diminuição de 18,1% nos juros suportados, maioritariamente devido ao reembolso de um empréstimo obrigacionista de 300 milhões de euros em abril 2021. O custo médio ponderado da dívida durante o primeiro semestre de 2021 foi de 1,8%, o que representa uma queda face aos 2,1% do primeiro semestre de 2022.

 

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