Bruxelas apoia seis empresas portuguesas com cerca de 9 milhões de euros

O financiamento da Comissão Europeia, no âmbito do programa do Horizonte 2020, atribuiu financiamento às startups Sound Particles, Winegrid, Nuada, MyDidimo, Pro Done e Cleverly.

Seis startups de Portugal foram esta quinta-feira selecionadas para receber um apoio comunitário de mais de 9 milhões de euros, no âmbito da segunda fase do antigo programa Instrumento PME (agora designado “Accelerator”). O financiamento da Comissão Europeia deu um novo ‘balão de oxigénio’ às portuguesas Sound Particles, Winegrid, Nuada, MyDidimo, Pro Done e Cleverly, que foram umas das 83 pequenas e médias empresas em fase de arranque para quem o Conselho Europeu da Inovação tem 149 milhões de euros disponíveis.

A Sound Particles, que tem grande parte do negócio em Hollywood, é uma participada é uma sociedade de capital de risco Indico Partners. Stephan Morais, managing general partner da Indico, considera que a escolha para este “exigente programa europeu mostra a elevada proposta de valor e real inovação” criada pela empresa na qual investiu. “Estes fundos efetivamente permitirão que a Sound Particles aceda a financiamento, sem diluição do capital, criando assim valor para a empresa e para os seus accionistas”, diz.

O investimento do Horizonte 2020 – a iniciativa de Bruxelas para subsidiar a investigação e a inovação – cobre 70% de um projeto total de 1,78 milhões de euros para desenvolver uma versão mais abrangente do seu software de som 3D, que já foi utilizado de 40 filmes norte-americanos, entre os quais o ‘Aquaman’, ‘Carros 3’, ‘Batman versus SuperHomem’, ‘A Múmia’, ‘Wonder Woman’, ‘Liga da Justiça’, ‘Ready Player One’ ou ‘Dia da Independência 2’.“Pretendemos acelerar a conclusão de uma nova e ambiciosa etapa de desenvolvimento da nossa plataforma”, acrescenta Nuno Fonseca, fundador e CEO da empresa de Leiria.

Notícia atualizada às 19h35 

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“Estamos atentos às medidas de apoio anunciadas pelo Governo apesar de, até agora, não termos ficado impressionados com elas. Não nos adianta muito adiar as obrigações como IVA ou TSU para o segundo semestre se os respetivos pagamentos coincidirão com a época baixa”, disse ao Jornal Económico Weronika Figueiredo, cofundadora da empresa.

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