Bruxelas vai emitir 80 mil milhões em dívida de longo prazo este ano para municiar a ‘bazuca’

Primeira venda será feita já em junho através de sindicato bancário. Para financiar o NextGenerationEU, a Comissão Europeia, vai se financiar em até até cerca de 800 mil milhões a preços correntes. Isso se traduzirá em volumes de empréstimos de, em média, cerca de 150 mil milhões de euros por ano entre 2021 e 2026, o que tornará a UE um dos maiores emissores em euros.

A Comissão Europeia anunciou esta terça-feira que, com a aprovação da ‘Own Resources Decision‘ por todos os Estados Membros da União Europeia (UE), já pode iniciar a emissão cerca de 80 mil milhões de euros em dívida de longo prazo este ano para financiar parte do programa de recuperação NextGenerationEU, apontando para uma primeira emissão já este mês.

O montante irá ser complementado pela emissão de dezenas de milhares de milhões de euros em títulos de curto prazo para cobrir as necessidades de financiamento restantes, adiantou a Comissão Europeia, em comunicado.

O valor exato tanto das obrigações como dos títulos dependerá das necessidades precisas de financiamento, e a Comissão irá rever a avaliação no outono. Desta forma, a Comissão poderá financiar, ao longo do segundo semestre, todas as subvenções e empréstimos previstos aos Estados-Membros ao abrigo do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, bem como cobrir as necessidades das políticas da UE que recebem financiamento da NextGenerationEU.

A Comissão Europeia explicou que irá agora finalizar as preparações para a primeira emissão em junho, que será realizada através de venda sindicada, com mais transações desse género previstas durante julho. Os títulos de curto prazo irão começar a ser emitidos em setembro, quando a plataforma de leilões da UE estiver operacional.

“Hoje, estamos a dar mais um passo em frente nos preparativos para a primeira operação de empréstimo para financiar nossa recuperação coletiva via NextGenerationEU”, disse Johannes Hahn, comissário responsável pelo Orçamento e Administração, citado no comunicado.

“Com a emissão de cerca de 80 mil milhõesde euros em títulos de longo prazo e com o uso de títulos adicionais de curto prazo este ano, conseguiremos cobrir as necessidades mais urgentes dos Estados-Membros e colocá-los no caminho de uma recuperação sustentável e de uma Europa verde, digital e resiliente ”, sublinhou.

Para financiar o NextGenerationEU, a Comissão Europeia, em nome da UE, vai se financiar nos mercados de capitais  em até 750 mil milhões de euros a preços de 2018, ou até cerca de 800 mil milhões em preços correntes. Isso se traduziria em volumes de empréstimos de, em média, cerca de 150 mil milhões de euros por ano entre 2021 e 2026, o que tornará a UE um dos maiores emissores em euros.

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Bruno Costa Pereira e Pedro Pidwell indicam ainda que “se viu interposto recurso, por parte da devedora, da sentença que declarou a sua insolvência, o que, atento o disposto no art.º 209.º, n.º 2, do CIRE, levará a que a nova assembleia de credores para discutir e votar o plano possa não vir a reunir no ‘timing’ que seria desejável”.
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