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Burlas online continuam a crescer. 5 dicas para se proteger

Para reduzir o risco, é fundamental adotar comportamentos preventivos. Eis cinco medidas essenciais para se proteger.
16 Fevereiro 2026, 16h05

Em 2025, o Portal da Queixa recebeu 238.698 reclamações, sendo que 8,04% estavam relacionadas com fraude ou tentativa de burla. Os dados confirmam uma tendência clara: as burlas online continuam a crescer e a tornar-se cada vez mais sofisticadas, explorando momentos de distração, confiança e urgência.

Para reduzir o risco, é fundamental adotar comportamentos preventivos. Eis 5 medidas essenciais para se proteger:

1. Atenção ao phishing: emails e SMS que imitam marcas
O phishing continua a ser uma das técnicas mais utilizadas. Os burlões enviam emails ou mensagens (smishing) que parecem ser de bancos, operadoras, transportadoras ou entidades públicas, pedindo que clique num link para “atualizar dados”, “desbloquear conta” ou “confirmar pagamento”.
Antes de clicar:
• Verifique cuidadosamente o endereço do remetente.
• Desconfie de erros ortográficos ou mensagens alarmistas.
• Evite aceder a links recebidos por SMS ou email; prefira entrar diretamente no site
oficial digitando o endereço no navegador.

2. Cuidado com sites falsos e lojas online fraudulentas
Os sites falsos são cada vez mais realistas. Copiam logótipos, imagens, descrições de produtos e até políticas de privacidade de marcas conhecidas. Com o recurso à Inteligência Artificial, tornou-se ainda mais fácil criar lojas fraudulentas visualmente credíveis, com textos bem escritos, imagens geradas automaticamente e até avaliações falsas que simulam legitimidade.
Muitas destas páginas apresentam preços muito abaixo do mercado para atrair vítimas, explorando o impulso de aproveitar uma “oportunidade imperdível”.
Sinais de alerta:
• Domínios estranhos ou ligeiramente diferentes do original.
• Falta de contactos claros ou morada física.
• Apenas métodos de pagamento pouco rastreáveis.
• Ausência de avaliações verificáveis de outros consumidores.
Sempre que possível, pesquise a reputação da loja antes de efetuar qualquer pagamento.

3. Nunca partilhe códigos ou dados bancários
Nenhuma entidade legítima pede códigos de verificação enviados por SMS, dados completos do cartão bancário ou palavras-passe por telefone ou mensagem. Se alguém solicitar essa informação, interrompa imediatamente o contacto.

Os burlões recorrem frequentemente a chamadas telefónicas em que se fazem passar por apoio técnico ou instituições financeiras para convencer a vítima a fornecer esses dados.

4. Reforce a segurança das suas contas
Utilize palavras-passe fortes e diferentes para cada serviço e ative a autenticação de dois fatores sempre que disponível. Esta camada adicional de segurança dificulta o acesso indevido, mesmo que a sua palavra-passe seja comprometida.

Manter dispositivos e aplicações atualizados também é essencial, pois muitas atualizações corrigem vulnerabilidades exploradas em ataques digitais.

5. Denuncie e partilhe a sua experiência
Se identificar um esquema ou for vítima de tentativa de burla, denuncie. Partilhar a situação ajuda a alertar outros consumidores, expõe padrões de atuação dos burlões e aumenta a pressão para que as entidades envolvidas reforcem mecanismos de segurança.
Pode fazê-lo através do Portal da Queixa, onde é possível partilhar a situação, consultar casos semelhantes e acompanhar a resposta das marcas ou instituições envolvidas. Esta partilha contribui para uma maior transparência e para a proteção coletiva.

A fraude online alimenta-se do silêncio e da desinformação. Quanto mais visibilidade tiverem estes casos, maior será a capacidade de prevenção e de resposta por parte dos consumidores.
Num contexto em que a fraude digital representa já uma fatia significativa das reclamações, a literacia digital torna-se uma ferramenta essencial. Estar informado, desconfiar de situações fora do comum e agir rapidamente pode fazer toda a diferença.


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