Quatro anos depois do início da guerra na Ucrânia, o impacto no orçamento das famílias portuguesas continua bem visível. O cabaz alimentar de produtos essenciais monitorizado pela DECO PROteste custa atualmente 253,19 euros — mais 69,56 euros do que no início de 2022. Apesar de uma ligeira descida de oito cêntimos na última semana, o valor mantém-se entre os mais altos desde que a análise começou.
Para quem faz contas ao final do mês, a subida traduz-se em escolhas mais difíceis no supermercado. Desde o início de 2026, o cabaz já encareceu 11,36 euros (4,7%), com aumentos expressivos em produtos básicos que fazem parte da alimentação diária. A curgete lidera as subidas este ano, com um aumento de 61%, seguida do peixe-espada-preto (32%) e da dourada (22%).
Entre 18 e 25 de fevereiro, os flocos de cereais registaram a maior subida semanal (21%), enquanto a perna de peru aumentou 16% e a couve-coração 12%. Olhando para o último ano, os maiores agravamentos verificaram-se na curgete (52%), couve-coração (42%) e robalo (37%).
Desde janeiro de 2022, os aumentos acumulados são ainda mais expressivos: a carne de novilho para cozer subiu 121%, os ovos 86% e a couve-coração 78%, segundo dados da DECO PROteste.
O cabaz inclui 63 produtos essenciais, distribuídos por categorias como carne, peixe, laticínios, mercearia e frutas e legumes, refletindo o impacto direto da inflação alimentar no consumo diário das famílias.






