Cabo Verde quer comunicação social no novo programa de cooperação com Portugal

O Governo cabo-verdiano defende que a comunicação social seja contemplada no novo Programa Estratégico de Cooperação (PEC) entre Portugal e Cabo Verde, que terá um envelope financeiro superior a 120 milhões de euros.

O Governo cabo-verdiano defende que a comunicação social seja contemplada no novo Programa Estratégico de Cooperação (PEC) entre Portugal e Cabo Verde, que terá um envelope financeiro superior a 120 milhões de euros.

“O Estado português e o Estado cabo-verdiano também assimilarem a ideia de que um dos vetores fundamentais do reforço fundamentais do reforço das relações de cooperação e de amizade entre Portugal e Cabo Verde possa ser o setor da comunicação social e que isto esteja inscrito no próximo Programa Estratégico de Cooperação entre esses países”, sugeriu o secretário de Estado-adjunto do primeiro-ministro cabo-verdiano, Lourenço Lopes.

O governante cabo-verdiano falava na cidade da Praia após assinar um protocolo de cooperação com a agência Lusa, do qual um dos vetores é a realização de estágios curriculares por parte de estudantes em final do curso de Comunicação Social em universidades cabo-verdianas na sede da agência portuguesa, em Lisboa.

Segundo Lourenço Lopes, a parceria entre o Governo de Cabo Verde, a agência Lusa e a agência cabo-verdiana de notícias, Inforpress, neste setor pode também ser um “instrumento valiosíssimo” para a afirmação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Capacitar as rádios comunitárias cabo-verdianas e aumentar as suas competências e fornecimento de conteúdos da Lusa, assim como na formação contínua de profissionais de comunicação social e participação em seminários e conferências internacionais são os outros vetores do protocolo.

Portugal e Cabo Verde iniciaram em 28 de setembro a preparação de um novo Programa Estratégico de Cooperação (PEC) 2022- 2026, que será assinado na próxima cimeira entre os dois países, que deverá acontecer ainda este ano.

A preparação para o próximo PEC iniciou-se na cidade da Praia, no âmbito de uma visita de quatro dias a Cabo Verde de uma delegação do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., chefiada pela vice-presidente Cristina Moniz.

Justiça, segurança, educação, formação, cultura, ciência e inovação, saúde e assuntos sociais, energia e ambiente, finanças públicas e setor privado foram as áreas de intervenção do atual programa, assinado em 2017.

Quanto ao novo pacote financeiro, Cristina Moniz disse que vai ser decidido a nível político e a assinatura vai ser durante a próxima cimeira entre Portugal e Cabo Verde, que deverá acontecer ainda este ano e os cabo-verdianos serão desta vez os anfitriões.

Em outubro, o vice-primeiro-ministro cabo-verdiano, Olavo Correia, salientou a “grande abertura” do Governo português e disse estar “confiante” num “bom acordo” para o novo PEC, que terá um envelope financeiro superior a 120 milhões de euros.

“Tem havido uma grande abertura da parte do Governo português e estou confiante que conseguiremos um bom acordo”, afirmou na terça-feira à tarde o também ministro das Finanças, em conferência de imprensa para apresentar o Orçamento de Estado para 2022.

“Estamos a negociar bem com Portugal, não só projetos convencionais, mas agora novos projetos, novas parcerias, novas abordagens, à luz também do novo contexto, com o quadro que estamos confrontados hoje”, apontou o governante.

Um semana antes, o secretário de Estado da Cooperação português, Francisco André, disse que o novo PEC com Cabo Verde terá um envelope financeiro superior a 120 milhões de euros, mas o valor final não está ainda definido.

“Por princípio, nunca fazemos programas com montantes inferiores aos que executamos no período anterior, estamos agora a avaliar as taxas de execução, mas o envelope financeiro não será inferior a 120 milhões de euros”, disse o também secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros português.

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