Câmara de Cascais com resultado líquido de 50,7 milhões de euros em 2018

A Câmara Municipal de Cascais, no distrito de Lisboa, teve, em 2018, um crescimento do ativo de 6,3% e conseguiu um resultado líquido positivo de 50,7 milhões de euros, divulgou a autarquia.

Estes números fazem parte do documento de prestação de contas do município, aprovado na quarta-feira em reunião de câmara, com três votos contra do PS e um da CDU. Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreias (PSD), afirmou tratar-se da “confirmação da continuada redução de passivo que permite precaver qualquer situação de crise que se possa colocar em termos gerais”.

“Cascais não é uma ilha, estamos preparados não só para ter capacidade de nos afirmarmos, como também ter almofada para, caso alguma situação anormal venha de fora, nós tenhamos capacidade de poder responder a ela”, afirmou Carlos Carreiras.

O presidente do executivo destacou o “aumento do investimento público municipal” em cinco grandes áreas: educação, saúde, mobilidade, ambiente e habitação, afirmando que o município se tem vindo a substituir ao estado central nas áreas da saúde e educação, “ao construir centros de saúde e melhorando todo o parque escolar do concelho”.

“Estas são as principais linhas de investimento que leva a que tenhamos, neste momento, um ‘pipeline’ de investimento superior a 200 milhões de euros para os próximos anos [até 2022], com a garantia que temos meios suficientes para poder cumprir com este investimento”, afirmou.

O autarca recordou ainda as alterações à política de habitação pública que Cascais irá fazer através do plano municipal de habitação.

“Relançar o plano municipal de habitação vai ser algo inovador no sentido de passarmos para uma nova fase, não ficarmos apenas pela componente da habitação social, mas cumprir de facto a função social da habitação, indo também a áreas que serão apoiadas na componente da habitação e que não são aquelas que estão previstas na habitação social”, afirmou Carlos Carreiras.

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Entre as medidas apresentadas, no campo da justiça fiscal, João Oliveira anunciou que os comunistas pretendem a “atualização dos escalões IRS, o aumento de mais um escalão neste imposto aumentando a progressividade do mesmo, bem como o aumento dos chamados valores do mínimo de existência e dedução especifica, permitindo cumprir o objetivo de redução da tributação dos rendimentos mais baixos, intermédios”.
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