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Câmara de Lisboa manifesta “profundo pesar” pela morte de Jorge Brito e Abreu

O arquiteto e investigador iniciou o seu percurso profissional na antiga Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) em 1974, tendo prosseguido em funções noutras instituições do Estado ligadas ao património cultural, tais como o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).
18 Março 2026, 20h17

A Câmara Municipal de Lisboa, reunida na sessão desta quarta-feira 18 de março de 2026, deliberou “manifestar profundo pesar” pela morte do arquiteto Jorge Brito e Abreu, bem como “expressar à família e amigos as mais sentidas condolências”.

O arquiteto Jorge Sebastião Mattos de Brito e Abreu nasceu a 16 de outubro de 1949 e morreu no passado dia 9 de março de 2026, aos 76 anos.

Licenciado em Arquitetura pela então denominada Escola de Belas-Artes de Lisboa, dedicou grande parte da sua vida à defesa, estudo e valorização do património arquitetónico e cultural português.

“Um patrimonialista que ao longo de várias décadas de atividade profissional e cívica se destacou pelo seu contributo para a preservação e salvaguarda de múltiplos monumentos e edifícios históricos, nomeadamente na área de Lisboa, como o Mosteiro de São Vicente de Fora, Palácio Fronteira, Palácio Marim-Olhão, entre muitos outros”, destaca a Câmara de Lisboa.

Jorge Brito e Abreu destacou-se também “pelo seu empenho na promoção de uma cultura de salvaguarda do património, essencial para a identidade coletiva e para a memória histórica do país”, refere a autarquia.

O arquiteto e investigador iniciou o seu percurso profissional na antiga Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) em 1974, tendo prosseguido em funções noutras instituições do Estado ligadas ao património cultural, tais como o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

Desde 2006 que integrava o Conselho Nacional de Cultura, na Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico, hoje designada Secção especializada permanente do Património Arquitetónico, Arqueológico e Imaterial.

Colaborou com o Fundo Rainha D. Leonor, ligado à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, apoiando projetos de conservação, restauro e valorização patrimonial.

No âmbito da sociedade civil participou em diversas entidades associativas, tendo desempenhado funções de Vice-Presidente da Associação Portuguesa das Casas Históricas, e mais recentemente, enquanto Vice-Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Associação Portuguesa de Genealogia.

Participou ainda em várias associações de fiéis no âmbito da Igreja Católica, tendo sido Juiz da Irmandade de Nossa Senhora do Castelo, em Coruche, e exerceu o cargo de Juiz da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Sé Patriarcal de Lisboa.


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