Candidato à Casa Branca promete plano de 14,7 biliões de euros para evitar crise climática

O político Bernie Sanders apresenta a criação de 20 milhões de postos de trabalho “para resolver a crise climática” e a mobilização de lideres mundiais para a luta das alterações do clima.

O plano de Bernie Sanders, candidato à Casa Branca para 2020, é ambicioso. O político garantiu que iria mobilizar 16,3 triliões de dólares (cerca de 14,7 biliões de euros) para evitar a uma catástrofe climática. Simultaneamente, Bernie Sanders avisou que os Estados Unidos da América (EUA) correm o risco de perder 34,5 triliões de dólares (aproximadamente 31 biliões de euros) em produtividade económica até ao fim do séculos, caso não responda à ameaça existente.

Bernie Sanders, também senador do estado norte-americano de Vermont, apoia o ‘Green New Deal’ desde o início, tendo-o apresentado em conjunto com a congressista Alexandria Ocasio-Cortez. O político seguiu o exemplo de vários candidatos e divulgou uma proposta específica, onde propõe limitar a poluição automóvel, de centrais elétricas e de outras atividades humanas.

A proposta divulgada por Sanders para o ‘Green New Deal’ é muito mais agressiva do que a apresentada por Barack Obama durante a sua presidência. O objetivo é eliminar as emissões de carbono dos EUA até 2050, a meta estabelecida pelos cientistas do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas da ONU. Além deste plano, o político apresenta ainda a criação de 20 milhões de postos de trabalho “para resolver a crise climática” e a mobilização de lideres mundiais para a luta das alterações do clima.

O plano apresentado pretende alcançar ainda 100% de energia renovável para eletricidade e transportes até 2030, estando a descarbonização completa até 2050, acordando com as metas da ONU, “expandindo as administrações de comercialização de energia existentes para construir novas centrais solares, eólicas e geotérmicas”.

Em comparação com outros candidatos, Bernie Sanders foi o que deslocou mais dinheiro para as alterações climáticas. Joe Biden, candidato e ex-braço-direito de Obama, propôs gastar 1,7 triliões de dólares (perto de 1,5 biliões de euros) para neutralizar as emissões de carbono até 2050, enquanto o plano da senadora Elizabeth Warren foi o investimento de 2 triliões de dólares (cerca de 1,8 biliões de euros) em indústrias renováveis e na criação do Instituto Nacional de Energia Limpa.

Bernie Sanders garante que o programa apresentado se paga a si próprio ao fim de 15 anos, fazendo com que “a indústria de combustíveis fósseis pague pela sua poluição, por meios litigiosos, taxas e impostos, e eliminando os subsídios federais para os combustíveis fosseis”. Sanders pretende ainda reduzir as emissões dos EUA, um dos maiores poluidores mundiais.

Na campanha, o político diz querer “reduzir as emissões domésticas em, pelo menos, 71% até 2030 e reduzir as emissões no sul não-chinês em 36% até 2030”, algo que seria o “equivalente total em reduzir as nossas emissões domésticas em 161%”. Bernie Sanders, caso seja eleito, planeia ainda declarar as alterações climáticas uma emergência nacional e dispôs-se a pagar 200 mil milhões de dólares (aproximadamente 180 mil milhões de euros) para o Fundo Verde para o Clima, de forma a que os países conseguissem reduzir a poluição.

Ler mais
Recomendadas

Movimento cívico alerta para consequências da exploração de lítio na Serra d’Arga

A ação, promovida pelo Movimento de Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho, pretende sensibilizar para a “calamidade da exploração mineira massiva” na serra d’Arga e “parar” um projeto que “põe em causa 20%” daquele território.

Saudi Aramco não está otimista em relação à recuperação da produção de petróleo

A Saudi Aramco já acionou a produção em campos inativos de petróleo offshore para substituir parte da produção que foi interrompida, sustentou fonte da Bloomberg. O ataque atingiu cerca de 5% de toda a oferta global e provocou um aumento nos preços do petróleo.

Emissões de gases poluentes recuam na UE e em Portugal

Entre 1990 e 2017, as emissões de óxido de enxofre (SOx) na UE passaram de 5,42 mil toneladas para 2,3 mil toneladas, com Portugal a apresentar uma redução acima da média europeia.
Comentários