A expressão sismo provoca calafrios. Neste caso, os calafrios são sensoriais. Porque entramos num espaço imenso, carregado de história, ao mesmo tempo frágil e sedutor. Porque este é o epicentro do sismo que vai agitar a cidade de Coimbra, o país, o universo artístico europeu nos próximos três meses.
É a primeira vez que Janet Cardiff e George Bures Miller, uma dupla de enorme prestígio internacional, expõe em Portugal. O sonho de trazer os artistas canadianos era antigo. “Temos uma lista, quase uma espécie de biblioteca privada de artistas que amamos e que um dia gostávamos de mostrar. E a Janet e o George pertenciam a esta biblioteca privada, à maneira de Malraux”, confessa ao JE Carlos Antunes, curador da exposição e diretor do CAPC – Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, a entidade co-organizadora da Anozero – Bienal de Coimbra, a par da Câmara e Universidade de Coimbra.
Algumas obras têm um pendor espetacular e teatral muito forte, enquanto outras são mais discretas e delicadas, criando uma série de novas geografias no espaço do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, que alteram bastante a sua perceção habitual. Divagamos…? Nada disso. “A Fábrica das Sombras” coloca os sentidos alerta. Desperta emoções.
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