[weglot_switcher]

Cardiff & Bures Miller não cabem na escala de Richter

Coimbra recebe “A Fábrica das Sombras”, um acontecimento sísmico com a assinatura da dupla canadiana Janet Cardiff e George Bures Miller. Mais um marco na história do Anozero, que volta a inscrever a cidade no panorama internacional da arte contemporânea já a partir de 5 de abril.
5 Abril 2025, 21h48

A expressão sismo provoca calafrios. Neste caso, os calafrios são sensoriais. Porque entramos num espaço imenso, carregado de história, ao mesmo tempo frágil e sedutor. Porque este é o epicentro do sismo que vai agitar a cidade de Coimbra, o país, o universo artístico europeu nos próximos três meses.

É a primeira vez que Janet Cardiff e George Bures Miller, uma dupla de enorme prestígio internacional, expõe em Portugal. O sonho de trazer os artistas canadianos era antigo. “Temos uma lista, quase uma espécie de biblioteca privada de artistas que amamos e que um dia gostávamos de mostrar. E a Janet e o George pertenciam a esta biblioteca privada, à maneira de Malraux”, confessa ao JE Carlos Antunes, curador da exposição e diretor do CAPC – Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, a entidade co-organizadora da Anozero – Bienal de Coimbra, a par da Câmara e Universidade de Coimbra.

Algumas obras têm um pendor espetacular e teatral muito forte, enquanto outras são mais discretas e delicadas, criando uma série de novas geografias no espaço do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, que alteram bastante a sua perceção habitual. Divagamos…? Nada disso. “A Fábrica das Sombras” coloca os sentidos alerta. Desperta emoções.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.