Carlos Lobo: “Só a transparência do Estado aumenta a luta contra a corrupção”

Partner da EY falou sobre a fraude fiscal como crime de risco subjacente muito superior ao que era nos anos 90 durante a Conferência Internacional sobre Prevenção e Deteção do Branqueamento, que decorre nesta quinta-feira em Lisboa.

Cristina Bernardo

“A função do Estado é garantir a igualdade. Hoje em dia, o crime de fraude fiscal é um crime com grau de risco subjacente muito superior aos anos 90”, disse Carlos Lobo, partner da EY, na terceira Conferência Internacional sobre Prevenção e Deteção do Branqueamento, que decorre nesta quinta-feira em Lisboa.

Falando ainda sobre a economia digital e o perigo de fuga, Carlos Lobo reforçou nesta iniciativa promovida pelo Observatório Português de Compliance e Regulatório (OPCR) que “só a transparência do Estado aumenta a luta contra a corrupção”.

No auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, o partner da EY destacou ainda que os modelos potenciais de branqueamento de capitais são “inorgânicos, capilares e desfragmentados”.

“Temos o problema da jurisdição internacional. O poder de tributar ainda está nos modelos dos anos 90. Hoje em dia, a economia digital leva-nos para atrocidades mais perigosas”, disse.

Recomendadas

PremiumSérgio Gaio: “Empresas devem preocupar-se em entender os próprios dados”

Sérgio Gaio, ‘associate director’ da Accenture Technology, defende que a tendência no sentido de bens e serviços cada vez mais personalizados pode ser positiva sobretudo para os setores da indústria.

Fintechs com “misto de sensações” sobre acesso a contas bancárias

Os novos operadores da área financeira consideram que os bancos devem ir além das obrigações da diretiva dos pagamentos.

RGPD: Aplicação prática apenas nas grandes empresas?

Será muito mais benéfico para uma Google infringir o diploma europeu, pagar a coima e continuar com receitas bilionárias do que para uma startup, que se está lançar no mercado e se, por acaso, o violar o regulamento pode ir à falência.
Comentários