Catarina Martins insiste que “é cristalino” que OE2021 contempla verbas para o Novo Banco

A líder bloquista diz que o ministro das Finanças, João Leão, foi claro ao reconhecer que o OE2021 “dá 200 milhões de euros do Fundo de Resolução”, aos quais se soma o empréstimo dos bancos ao Fundo de Resolução, que “terá de ser pago pelo Estado”.

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, insiste que o Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) contempla verbas para o Novo Banco. A líder bloquista diz que o ministro das Finanças, João Leão, foi claro ao reconhecer que o OE2021 “dá 200 milhões de euros do Fundo de Resolução”, aos quais se soma o empréstimo dos bancos ao Fundo de Resolução, que “terá de ser pago pelo Estado”.

“Centro-me no que me têm dito as pessoas com temos negociado o Orçamento do Estado e com quem temos tido reuniões e procurado soluções. Registo que o ministro das Finanças reconhece que este Orçamento do Estado dá 200 milhões de euros do Fundo de Resolução, com dinheiro público, para ir para o Novo Banco, a que acresce o empréstimo que os bancos fazem ao Fundo de Resolução”, disse Catarina Martins, aos jornalistas.

A líder bloquista referiu que, com esse empréstimo, o Fundo de Resolução “ficará mais endividado” e “o Estado terá de pagar”. “No total, são mais de 400 milhões de euros que este Orçamento do Estado coloca no Novo Banco ainda antes de uma auditoria de investigação. Estes são os dados que estão escritos no OE2021 e confirmados pelo ministro das Finanças”, afiançou Catarina Martins.

Assegurando que nas negociações com o Governo a questão do Novo Banco foi discutida “muito francamente”, Catarina Martins reconhece que “haver divergências é normal”. No entanto, sublinhou: “o ministro das Finanças, sobre essa matéria, já foi cristalino nas entrevistas que deu e está plasmado no Orçamento do Estado os 448 milhões de euros para o Novo Banco por estas duas vias”.

As explicações de Catarina Martins surgem depois de o Partido Socialista (PS) ter acusado a coordenadora do BE de “mentir” ao dizer que o OE2021 não vai “avançar mais” no combate à pobreza por causa da injeção de capital ao Novo Banco. O grupo parlamentar do PS garante que “o OE2021 não prevê a transferência de dinheiros públicos para o Fundo de Resolução para que possa reencaminhar para o Novo Banco”.

“Essas acusações estão baseadas numa mentira e essa mentira tem que ser desfeita. Não podemos deixar de o denunciar”, asseverou o vice-presidente do grupo parlamentar do PS João Paulo Correia.

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