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Bruxelas apoia plano de Donald Trump para acabar com hostilidades em Gaza

“No que diz respeito ao compromisso do Presidente Trump de pôr fim à guerra em Gaza, a União Europeia (UE) apoia esses esforços”, reagiu a porta-voz do executivo comunitário para a área dos Negócios Estrangeiros, Anitta Hipper.
epa12273726 US President Donald J. Trump, with HHS Secretary Robert F. Kennedy Jr., delivers remarks during a Making Health Technology Great Again event in the East Room of the White House in Washington, DC, USA, 30 July 2025. The White House and the Centers for Medicare and Medicaid Services have received commitments from 60 healthcare technology companies to collaborate on a new health technology advancement initiative. EPA/SHAWN THEW
6 Outubro 2025, 15h35

A Comissão Europeia disse hoje apoiar o plano do Presidente norte-americano, Donald Trump, para acabar com o conflito em Gaza, quando se assinalam dois anos da guerra e negociações indiretas estão previstas no Egito entre Israel e o Hamas.

“No que diz respeito ao compromisso do Presidente Trump de pôr fim à guerra em Gaza, a União Europeia (UE) apoia esses esforços”, reagiu a porta-voz do executivo comunitário para a área dos Negócios Estrangeiros, Anitta Hipper.

Na véspera de se assinalarem dois anos da guerra entre o Hamas e Israel, que causou milhares de mortos em particular no enclave palestiniano devido à ofensiva militar israelita, a responsável indicou que o plano norte-americano “oferece uma saída para este conflito devastador”.

“Apoiamos um cessar-fogo imediato e a libertação dos reféns, assim como a garantia de assistência humanitária total à Faixa de Gaza”, adiantou Anitta Hipper.

Em causa está o plano de paz recentemente promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que exige a entrega de todos os reféns — vivos e mortos — ainda mantidos pelo Hamas.

Segundo o texto do plano, depois da libertação dos reféns, Israel comprometer-se-ia a libertar 250 condenados à prisão perpétua e mais de 1.700 residentes de Gaza detidos desde 7 de outubro de 2023, bem como a entregar restos mortais numa proporção de 15 corpos de residentes de Gaza por cada corpo recuperado.

O movimento islamita palestiniano Hamas manifestou, na sexta-feira, disponibilidade para aceitar alguns elementos do plano de paz do Presidente norte-americano para Gaza, incluindo a libertação dos restantes reféns, mas disse querer negociar outros.

Por seu lado, Israel disse querer implementar o plano de forma imediata, mas continuou com os ataques.

A guerra em curso em Gaza foi desencadeada pelos ataques a Israel, liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023, que causaram cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns.

A retaliação de Israel já provocou mais de 67 mil mortos e cerca de 170 mil feridos, a maioria civis, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza (tutelado pelo Hamas), que a ONU considera credíveis.

A ofensiva israelita também destruiu quase todas as infraestruturas de Gaza e provocou a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.

Israel também impôs um bloqueio à entrega de ajuda humanitária no enclave, onde mais de 400 pessoas já morreram de desnutrição e fome, a maioria crianças.

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