CDS-Madeira quer professores com três anos de contrato vinculados à Região

António Lopes da Fonseca também propõe que os professores com 60 ou mais anos que, por opção, queiram deixar a atividade letiva e dedicar-se a outras funções dentro da escola, passem a ter essa possibilidade consagrada.

O deputado CDS-PP Madeira António Lopes da Fonseca reuniu esta terça-feira com o coordenador do Sindicato dos Professores da Madeira, Francisco oliveira, onde apresentou a proposta do programa de governo do partido que refere que os professores com três anos de contrato com a Secretaria da Educação devem ficar vinculados ao quadro.

“A Região Autónoma da Madeira é a única parte do território que ainda não tem esse compromisso”, disse António Lopes da Fonseca. “São cerca de 400 os professores que, depois de três anos consecutivos de contrato, deviam ficar vinculados”.

Além desta medida, o CDS também propõe que os professores com 60 ou mais anos que, por opção, queiram deixar a atividade letiva e dedicar-se a outras funções dentro da escola, passem a ter essa possibilidade consagrada. Esta é, segundo António Lopes da Fonseca, também uma forma de permitir o rejuvenescimento da classe docente com a entrada de novos professores.

O deputado afirmou que nenhuma destas propostas resulta em qualquer agravamento para as contas públicas da Região. “Não há acréscimo de custos financeiros porque os professores já estão no sistema, não estão é vinculados, portanto, queremos é que se mantenham, não apenas ao fim de cinco anos, como acontece agora, mas depois de três anos consecutivos”, esclareceu.

“Na outra realidade, os professores podem ficar isentos da componente lectiva mas mantêm-se na escola, não estão a reformar-se. Ficam com outras actividades, de apoio ao estudo, na formação dos maiores de idade. Temos muitas pessoas ainda em idade ativa que precisam de formação e estas vertentes também são importantes. Além disso precisamos de rejuvenescer a classe docente, que neste momento está com uma média de idade de 50 anos. Dentro de poucos anos vamos precisar de novos professores”, concluiu.

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