CDS-PP conta debater plano de recuperação com “Costa e Siza” e “não com Costa Silva”

Os democratas-cristãos salientam que, há três meses, “o CDS sugeriu ao Governo a criação de um gabinete de crise para relançar social e economicamente o país, que integrasse representantes de vários setores fundamentais e todos os partidos com assento parlamentar”.

António Pedro Santos/Lusa

O CDS-PP informou este sábado que conta discutir o plano de recuperação económica do país com “Costa e Siza”, numa referência ao primeiro-ministro e ministro da Economia, “e não com Costa Silva”, citado pelo semanário “Expresso” como negociador do Governo.

O jornal escreve hoje que o gestor da petrolífera Partex António Costa Silva “tornou-se uma espécie de ‘paraministro'”, que acompanhou Costa em reuniões com empresários e “já começou as reuniões com cada um dos ministros”, prevendo-se que participe noutras com parceiros sociais e partidos políticos.

“Para discutir o plano de recuperação económica do país, o CDS conta reunir com Costa e Siza, e não com Costa Silva. O primeiro-ministro pode escolher com quem é que os seus ministros se aconselham, mas em matéria de governação do país, o CDS deve falar com o Governo e não com quem o Governo fala”, refere o partido, em comunicado.

Os democratas-cristãos salientam que, há três meses, “o CDS sugeriu ao Governo a criação de um gabinete de crise para relançar social e economicamente o país, que integrasse representantes de vários setores fundamentais e todos os partidos com assento parlamentar”. “Apesar de tardiamente, vale sempre a pena recuperar esta boa ideia do CDS”, apontam.

Também a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, referiu hoje que o partido só negoceia com membros do Governo e rejeita a existência de “paraministros”.

“O senhor primeiro-ministro é aconselhado por quem acha que pode fazer esse trabalho, é livre de o escolher. O Bloco de Esquerda, naturalmente, negoceia com membros do Governo, como fez até agora e como mandam, aliás, as regras da boa transparência da nossa democracia”, afirmou, salientando que “a figura de paraministro não pode existir”.

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