CDS-PP diz que Governo escolheu ser “popular” em vez de “prudente” no combate à Covid-19

O líder parlamentar do CDS-PP, Telmo Correia, considera que, ao querer ser popular, o Governo cometeu “várias imprudências” no combate à Covid-19 e “disse tudo e o seu contrário”, pondo de lado a contratualização do setor privado para ajudar os hospitais públicos.

Manuel de Almeida/LUSA

O CDS-PP acusou esta terça-feira o Governo de, na gestão da pandemia, escolher ser “popular” em vez de “prudente”. O líder parlamentar do CDS-PP, Telmo Correia, considera que, ao querer ser popular, o Governo cometeu “várias imprudências” no combate à Covid-19 e “disse tudo e o seu contrário”, pondo de lado a contratualização do setor privado para ajudar os hospitais públicos.

“Parece-me que a sua condução [da gestão da pandemia] pode ter sido várias vezes imprudente. Imprudente por uma razão simples. O senhor primeiro-ministro, muitas vezes, entre ser popular ou ser prudente, escolhe a primeira. E quando escolhe a primeira comete erros e comete imprudências”, afirmou Telmo Correia, no debate sobre política geral, com o primeiro-ministro, António Costa, na Assembleia da República.

Telmo Correia assinalou que, desde o início da pandemia, o Governo já culpou pelo excesso de mortalidade em Portugal devido à Covid-19 o calor e agora o frio, e sublinhou que “não se pode dizer tudo e o seu contrário”. “Quando as coisas estão a correr bem, diz e o seu grupo parlamentar que o Governo que fez bem. Quando as coisas estão a correr mal, a culpa já é de todos. Não pode ser. Há várias imprudências foram cometidas”, referiu.

Para o CDS-PP, os privados devem ser incluídos no plano de vacinação e deve apostar-se na contratualização de camas que possam ser ainda disponibilizadas no setor privado, em vez de vir dizer que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é “autossustentável”. “Os privados nunca se negaram a essa ajuda nem a essa contratualização”, acrescentou, recusando uma eventual requisição civil, como defende o Bloco de Esquerda.

Recomendadas

1.886 tripulantes da TAP votaram ‘sim’. Acordo de emergência fica aprovado no SNPVAC

A esmagadora maioria dos tripulantes da TAP representados pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil votou favoravelmente o “Acordo de Emergência”, virando a página num processo negocial que tem sido longo para os trabalhadores do Grupo TAP, mas que salvaguardou algumas regalias laborais.

TAP. Pilotos do SPAC aceitam “acordo de emergência”

Com uma participação massiva de 96,8% dos associados do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), foi votado o “Sim” ao “acordo de emergência” estabelecido com a administração da TAP, com uma maioria de 617 votos. O regime sucedâneo é afastado para os pilotos, que vêm o ordenado ser cortado em 50% acima do valor de garantia de 1.330 euros mensais.

OMS reclama isenção de direitos de propriedade intelectual para vacinas

“Agora é o momento de usar todas as ferramentas para aumentar a produção, incluindo licenciamento, transferência de tecnologia e isenções de propriedade intelectual. Se não é agora, quando?”, questionou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Comentários