CDS-PP: Matos Chaves quer regresso das eleições diretas

O presidente da concelhia do CDS-PP da Figueira da Foz divulgou uma moção de estratégia global ao congresso em que defende o regresso às primárias.

Miguel Matos Chaves, que tem levado a votos as moções de estratégia global que entregou nos últimos congressos, defende no texto “O Futuro para o CDS-PP” que o partido precisa de “uma maior participação estruturas distritais e concelhias nos destinos e atuação do partido”.

Além do regresso à eleição direta do presidente do partido – o CDS-PP já teve este método, mas aprovou em 2011 o regresso aos congressos eletivos -, propõe também que a escolha dos candidatos a deputados seja feita através de eleições primárias em cada distrito.

Ao presidente do partido caberia apenas a escolha do primeiro candidato nos distritos de Lisboa e Porto e só teria direito de veto nos restantes casos se fosse justificado por “processos judiciais graves” que pudessem envolver determinado candidato.

A moção defende ainda que os conselheiros nacionais do CDS-PP, atualmente eleitos em congresso, passem a ser escolhidos por cada distrito, e que coligações pré-eleitorais nacionais tenham de ter o acordo de dois terços das distritais.

Mattos Chaves volta a defender, como em anteriores moções, que o CDS-PP constitua um “governo sombra” com porta-vozes setoriais para cada pasta da governação, “reservando para o/a líder a tomada de posições de alternativa ao primeiro-ministro”.

Em termos de linhas programáticas, o militante pede que o partido lute pela diminuição progressiva do IRS, pela atualização das pensões, pelo incentivo aos setores da agricultura e pescas e que se assuma como defensor da família e do “casamento como forma de união entre homem e mulher” e como “defensor da vida”, recusando o “aborto não clínico e a eutanásia”.

O Conselho Nacional do CDS-PP marcou, na madrugada de sexta-feira, o 28.º congresso nacional do CDS para 25 e 26 de janeiro de 2020, em local ainda a definir.

Nessa reunião magna, será escolhido o sucessor de Assunção Cristas, que anunciou a decisão de não se recandidatar na sequência dos resultados das legislativas (4,2% e cinco deputados).

Apresentaram-se como candidatos à liderança do CDS-PP, até agora, o líder da Tendência Esperança em Movimento (TEM), Abel Matos Santos, e o militante de Viana do Castelo Carlos Meira, com nomes como João Almeida, deputado e porta-voz do partido, Filipe Lobo d’Ávila, do grupo “Juntos pelo Futuro”, ou o líder da JP, Francisco Rodrigues dos Santos, ainda “em reflexão”.

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