Este marco não representa apenas a passagem do tempo. mas a consolidação de uma estratégia de longo prazo que aposta na inovação como motor da transição energética e da competitividade. O Centro de I&D nasceu com uma visão clara: integrar ciência. tecnologia e impacto social numa abordagem colaborativa e sustentável, onde o conhecimento cria valor e transforma realidades.
A missão é clara: acelerar a transição energética através da automação, inteligência artificial, avanço de novas fontes renováveis, armazenamento energético, mobilidade elétrica, tecnologias de eficiência energética, circularidade de materiais e gestão inteligente de energia.
“A transição energética consiste em mudar, em menos de 30 anos, um sistema energético que demorou 200 anos a criar. Por isso, temos de fazer diferente. Daí o papel-chave da inovação e da investigação e desenvolvimento”, sublinha João Maciel, Diretor Geral do centro. “Nestes dez anos, o Centro de I&D afirmou-se como uma peça cintral no ecossistema europeu de inovação em energia, liderando projetos de elevada complexidade técnica e ambição, visando impacto no nosso setor. É, acima de tudo, um símbolo do nosso compromisso com o futuro – um futuro onde a energia é mais limpa, inteligente e humana” , acrescenta.
Da investigação à aplicação prática
Ao longo da última década, o Centro transformou conhecimento científico em soluções concretas, com impacto direto no setor energético e na vida das pessoas. A ambição vai além da eficiência técnica ou do avanço tecnológico: “Cada projeto que desenvolvemos tem como objetivo melhorar a qualidade de vida das gerações futuras – seja ao garantir acesso a uma energia mais limpa e segura, seja ao promover cidades mais resilientes ou ao reduzir impactos ambientais”, sublinha João Maciel.

Entre os projetos emblemáticos apoiados pelo Centro de I&D estão o TALOS, que recorre a robôs autónomos para monitorizar e limpar painéis sola-res; O XFLEX HYDRO, que reforça a flexibilidade das barragens perante a variabilidade das renováveis; e o ATLANTIS, • que testa robótica avançada no parque cólico flutuante de Viana do Castelo – o primeiro em escala semi-industrial na Europa continental.
Em contexto urbano, o SENSIBLE ensaia soluções de armazenamento descentralizado em edifícios e comunidades, enquanto o POCITYF transforma Évora em cidade-piloto de blocos de energia positiva. O SMART2B aplica inteligência digital à gestão de edifícios, otimizando consumos e melhorando a experiência dos utilizadores.
A investigação estende-se ainda à descarbonização de ilhas, com o IA-NOS, à prevenção de incêndios florestais, em particular para proteger pessoas e infraestruturas, com o SIL-VANUS, e à literacia energética, com o COMMUNITAS, que envolve cidadãos em projetos de comunidades de energia. O AI4PV combina inteligência artificial e gémeos digitais para aumentar a eficiência das centrais fotovoltaicas.
No Centro de I&D, cada solução é concebida para criar valor duradouro, integrando sustentabilidade, justiça social e inovação tecnológica. É esse compromisso que orienta a atividade da EDP: não se limita a antecipar o futuro, está a construí-lo desde ja, com responsabilidade e visão.
Carteira de inovação até 2029
A carteira de inovação do centro já tem assegurados 43 projetos até 2029 em domínios estratégicos. O sucesso da EDP na captação de mais de 40 milhões de euros em financiamento europeu para projetos de investigação e desenvolvimento é mais do que um marco financeiro – é um reconhecimento direto da qualidade, relevância e ambição da estratégia de inovação.

Ao liderar em Portugal o acesso a fundos comunitários na área da energia, a empresa afirma-se como uma das principais referências europeias na transição energética. Programas altamente competitivos como o Horizon 2020 e o Horizon Europe têm financiado projetos que envolvem universidades, centros de investigação e empresas tecnológicas. Estes recursos representam parcerias de alto nível e traduzem confiança internacional no papel da EDP como catalisador de soluções transformadoras.
Este posicionamento permite acelerar o desenvolvimento de tecnologias de ponta e reforçar a competitividade de Portugal enquanto hub de inovação energética. O investimento realizado hoje funciona como alavanca para soluções mais sustentáveis, acessíveis e escaláveis no futuro do setor.
As tecnologias que moldam o futuro da energia
A EDP aposta numa estratégia que antecipa as tendências para a próxima década em que se esperam a integração de tecnologias digitais e a expansão de soluções energéticas inovadoras. “Olhando para os próximos anos, o Centro de Investigação e Desenvolvimento da EDP está orientado para tecnologias que vão redefinir a forma como produzimos, distribuímos, gerimos e consumimos energia”, destaca João Maciel. “Investimos em frentes altamente transformadoras, como automação, inteligência artificial e novas fontes renováveis, que permitirão uma operação mais eficiente, segura e resiliente das infraestruturas energéticas.” Em paralelo, soluções complementares ganham força: o armazenamento energético, essencial para “alavancar” as renováveis; a descarbonização de usos finais, que passa pela eletrificação do calor, a mobilidade elétrica e a adoção de tecnologias de eficiência; e a circularidade de materiais e gestão inteligente da energia, que valoriza cada etapa do ciclo de vida da energia.
É neste horizonte que o Centro de I&D se posiciona: a antecipar tendências, a liderar projetos de elevada complexidade e a criar soluções que as próximas gerações irão exigir.
Este conteúdo é produzido em parceria com a EDP.
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