CEO da Pfizer admite necessidade de uma terceira dose da vacina (com áudio)

Albert Bourla assume que “provavelmente” a população vão precisar de uma terceira dose da vacina contra a Covid-19 seis a doze meses após terem tomado a primeira dose, não excluindo a hipótese desta vacinação se tornar anual.

O CEO da Pfizer admite que a população mundial vai “provavelmente” precisar de uma terceira dose da vacina contra a Covid-19 entre seis a 12 meses após terem levado a primeira dose. Em entrevista à “CNBC” gravada a 1 de abril, mas só divulgada esta sexta-feira, 16 de abril, Albert Bourla, não deixa de fora a possibilidade de que esta vacinação se possa tornar anual.

“Um cenário provável é que haja necessidade de uma terceira dose, entre seis e 12 meses e, a partir daí, haverá uma revacinação anual, mas tudo isso precisa de ser confirmado. E, novamente, as variantes desempenharão um papel fundamental. É extremamente importante suprimir o grupo de pessoas que podem ser suscetíveis ao vírus”, referiu.

Até agora os investigadores ainda não sabem quanto tempo dura a imunidade contra o vírus da Covid-19 depois de uma pessoa ter sido totalmente vacinada.

Estas declarações surgem depois do CEO da Johnson & Johnson, Alex Gorsky, ter afirmado também à “CNBC” em fevereiro que as pessoas podem necessitar de ser vacinadas contra a Covid-19 anualmente, assim como as vacinas contra a gripe sazonal.

A Pfizer revelou no início do mês que a sua vacina contra a Covid-19 tinha uma eficácia acima de 91% na proteção contra o coronavírus e mais de 95% contra doenças graves até seis meses após a segunda dose. A vacina da Moderna, que utiliza uma tecnologia semelhante à da Pfizer, também se mostrou altamente eficaz em seis meses.

Os dados da Pfizer foram baseados em mais de 12 mil pessoas vacinadas. No entanto, os investigadores assumem preicsar de mais dados para determinar se a proteção dura depois de seis meses.

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