CEO do Taguspark lidera Conselho Estratégico Económico de Odivelas da candidatura do PSD (com áudio)

Candidato social-democrata Marco Pina justifica escolha de Eduardo Correia pela “experiência e conhecimento prático do que é liderar um modelo vencedor”. Grupo de trabalho que irá criar programa económico para desenvolver concelho tem figuras como Henrique Neto, Mira Amaral, Miranda Sarmento e Miguel Pinto Luz.

CEO Taguspark Eduardo Correia

O candidato do PSD à Câmara de Odivelas, Marco Pina, vai anunciar nesta segunda-feira a criação de um Conselho Estratégico Económico, coordenado pelo CEO do Taguspark, Eduardo Correia, e que junta figuras como o ex-candidato presidencial Henrique Neto, o ex-ministro da Indústria Luís Mira Amaral e o presidente do Conselho Estratégico Nacional do PSD, Joaquim Miranda Sarmento. O objetivo é a elaboração de um programa económico que no prazo de 12 anos “consiga fazer de Odivelas o concelho mais pujante economicamente de toda a área urbana de Lisboa”.

“Odivelas é um concelho novo e com um potencial enorme, devido à sua localização estratégica e ao facto de possuir as melhores acessibilidades do distrito de Lisboa, porém até hoje, fruto da inexistência de uma visão estratégica para o território, não conseguiu afirmar-se nem criar a atratitividade necessária para receber e sediar empresas”, disse Marco Pina ao Jornal Económico, explicando as razões que levaram a sua candidatura a criar o grupo de trabalho “constituído por personalidade muito experientes e reconhecidas da área económica e da gestão”.

Além de Eduardo Correia, que terá a seu cargo a coordenação e a atração de empresas e universidades, o Conselho Estratégico Económico de Odivelas (CEEO) atribui a Henrique Neto a captação de indústria de ponta, a Joaquim Miranda Sarmento o mapeamento de oportunidades estratégicas do concelho, e a Luís Mira Amaral os modelos de financiamento à economia privada em Odivelas.

Além deles, o vice-presidente da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz, apresentará ideias para fazer de Odivelas uma smartcity no apoio às empresas; o ex-presidente da Câmara de Óbidos, Telmo Faria, irá explicar como fazer do concelho um destino turístico diferenciador; o antigo presidente da Fundação Luso-Americano Vasco Rato, dará o seu contributo para a internacionalização das empresas odivelenses; e o CEO da empresa Fonte Viva, Miguel Ribeiro Ferreira, ficará com a área dos apoios a empreendedores. Gonçalo Saraiva Matias, assessor do Presidente da República e diretor da Católica Global Law School, é outro dos integrantes do CEEO, que poderá vir a contar com mais elementos.

Para Marco Pina, que se apresenta às autárquicas numa coligação do PSD com o CDS-PP, Aliança, MPT – Partido da Terra, PPM, PDR e RIR, a falta de falta de dinamismo económico é só um dos calcanhares de Aquiles de Odivelas, cuja câmara municipal é presidida pelo PS desde a sua criação, em 2001. “Infelizmente não é a única lacuna da gestão socialista. A falta de sensibilidade para as questões fiscais e a ausência de estacionamento são fatores determinantes, mas não só”, diz o candidato autárquico, atual vereador social-democrata além de ser comentador de arbitragem da CMTV, para quem também pesa que o concelho seja “neste momento um território sujo e cujo espaço público se encontra muito degradado”.

Oeiras é “inspiração”, mas Odivelas precisa da sua “visão de futuro”

A escolha de Eduardo Correia para coordenar o órgão consultivo da sua candidatura é justificada por Marco Pina pela “experiência e conhecimento prático do que é liderar um modelo vencedor” como o Taguspark. Não obstante, o CEO do parque científico e tecnológico realçou ao Jornal Económico que “Oeiras deve servir de exemplo e inspiração, mas Odivelas terá necessidade de encontrar o seu próprio eixo de atuação numa visão de futuro que deve identificar os sectores a desenvolver e respetivo posicionamento, integrando investigação, ensino e empreendedorismo”.

O CEO do Taguspark e professor da ISCTE Business School admite que “devido a uma multiplicidade de fatores e à ausência de planeamento estratégico, Odivelas está longe de se apresentar competitiva no que à atração de empresas diz respeito”. No entanto, ressalva que o foco “não deve assentar na deslocalização de empresas de outros municípios”. Em particular Oeiras, que Eduardo Correia aponta como “indiscutivelmente o município melhor gerido em Portugal e que melhores resultados tem apresentado nas últimas décadas, devido precisamente a uma enorme capacidade de visão, planeamento e execução”.

Quando à possibilidade de mudanças como as preconizadas pela candidatura de Marco Pina puderem levar a um aumento da percentagem de residentes em Odivelas a terem o seu posto de trabalho no concelho, Eduardo Correia é cauteloso e diz ser “cedo para quantificar desse modo”. Mais adequado, em sua opinião, é visionar um futuro onde o concelho seja competitivo dentro da área metropolitana de Lisboa no que toca a “condições e qualidade de vida para se nascer, viver, estudar, trabalhar e divertir de forma inovadora e contemporânea”.

Ainda assim, o CEO do Taguspark acrescenta que perante tal objetivo para o concelho de Odivelas “será naturalmente consequente o crescimento significativo da percentagem dos que simultaneamente lá vivem e estudam e lá vivem e trabalham”.

 

Relacionadas

Antigo árbitro de futebol lidera coligação de sete partidos a Odivelas

Esta é a primeira vez na história do concelho, sete partidos unem-se em torno de um projeto político.
Recomendadas

Tribunal aceita pagamento de caução de Berardo com imóveis avaliados em oito milhões (com áudio)

A hipoteca dos imóveis do empresário madeirense tem um valor aproximado de oito milhões de euros. O Ministério Público tinha pedido cinco milhões como medida de coação no início de julho.

Aquila Capital assina contrato com Axpo Ibérica para venda de energia produzida em Portugal (com áudio)

O portefólio de centrais fotovoltaicas localizado em Portugal tem uma capacidade instalada de “cerca de 25 MW” e irá produzir “cerca de 58 GWh de energia solar por ano”, avança a Aquila Capital.

“Na próxima década temos de reduzir ainda mais o abandono escolar precoce”, diz António Costa (com áudio)

“Em 2010 nós tínhamos uma taxa de abandono escolar que chegava aos 30%, neste momento em 2020 conseguimos reduzir a taxa do abandono escolar precoce para 8,9”, destacou o primeiro-ministro.
Comentários