Cercas, drones e aplicações vão controlar praias

Há autarquias que sugerem a colocação de cordas para delimitar o espaço de segurança entre pessoas no areal, de acordo com um documento da APA consultado pelo “Expresso”.

Portugal tem 481 praias costeiras e, de acordo com um documento recentemente elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o acesso às mesmas deverá ser controlado quer através de cercas físicas ou mesmo tecnologia, avança o “Expresso” na edição deste sábado.

De acordo com o texto da APA, consultado pelo semanário há várias propostas de medidas em cima da mesa, quer por parte dos municípios quer do Turismo de Portugal, por exemplo. Há autarquias que sugerem a colocação de cordas para delimitar o espaço de segurança entre pessoas no areal – uma espécie de quadrículas a marcarem o lugar de cada chapéu de sol – ou a instalação de sensores nos acessos às praias para controlar a lotação.

Drones para monitorizar a quantidade de banhistas, estabelecimento de tempos limite de permanência na praia ou “bandeiras de carga” com cores distintas a indicar a afluência ou aplicações móveis com o mesmo objetivo constam também do suprarreferido documento.

“Pegando nos dois metros de distanciamento que a DGS defende, o ideal era ter no máximo uma pessoa por cada 10 metro quadrado”, diz Carlos Pereira da Silva, investigador da Universidade Nova de Lisboa que tem colaborado nos planos de ordenamento da orla costeira, sobre o caso da praia de Carcavelos, em Cascais. O geógrafo realça ao jornal da Impresa que “Portugal é o único país do mundo que tem definida a capacidade de carga de conforto das suas praias”.

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