CGD: Particulares e empresas pagam menos 140 milhões em comissões e juros este ano face a 2016

Entre janeiro e setembro deste ano, as receitas com as comissões na a particulares na atividade doméstica ascenderam a 307 milhões de euros, um aumento de 1,4% face a igual período do ano passado. “É isto que está nas contas”, vincou Paulo Macedo. “De tudo isto que vem sucessivamente dito contra a Caixa, o que aconteceu foi um aumento de 1,4%”.

Cristina Bernardo

O aumento das comissões da Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi um dos temas quentes da conferência de imprensa que se seguiu à apresentação dos resultados trimestrais do banco do Estado, esta quinta-feira. O CEO do banco púbico, Paulo Macedo, explicou que, apesar de um ligeiro aumento homólogo das comissões nos nove primeiros meses de 2019, os clientes particulares da CGD pouparam vários milhões de euros em 2019 por comparação com aquilo que pagavam em 2016, aquando da recapitalização do banco.

Entre janeiro e setembro deste ano, as receitas com as comissões na a particulares na atividade doméstica ascenderam a 307 milhões de euros, um aumento de 1,4% face a igual período do ano passado. “É isto que está nas contas”, vincou Paulo Macedo. “De tudo isto que vem sucessivamente dito contra a Caixa, o que aconteceu foi um aumento de 1,4%”.

O CEO explicou depois como os particulares e as empresas pouparam cerca mais de 140 milhões entre juros e comissões este ano face a 2016.

Entre os dois anos, na concessão de crédito, “os particulares têm uma diferença de 40 milhões nos juros e mais de 5,5 milhões de euros em comissões”, disse o CEO do banco do Estado. “Portanto, as famílias pagam menos 45,5 milhões de euros à Caixa”, reforçou Paulo Macedo.

Nas empresas, a situação também se verificou. As empresas pagam “menos 85 milhões em juros e menos de 10 milhões de euros em comissões”, explicou Paulo Macedo, uma poupança de 95 milhões de euros. “Portanto uma transferência do acionista Estado, que é o dono da Caixa Geral de Depósitos, para as empresas de cerca de 100 milhões de euros entre o inicio do plano reestruturação e agora”, salientou o CEO da Caixa.

“Isto quer dizer que, para quem está a gerir empresas ou a pagar uma prestação de casa, nunca houve custos tão baixos para a Caixa e isto não será tão diferente para as outras entidades”, rematou Paulo Macedo.

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