CGTP mantém hoje nova ronda de negociações com a ANTRAM

José Manuel Oliveira, o responsável máximo da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), da CGTP, revelou ao Jornal Económico que a reunião irá decorrer hoje, a partir das 9h30.

A Fectrans, federação de sindicatos da área dos transportes filiada na CGTP, vai continuar hoje, dia 14 de agosto, a ronda de negociações com a ANTRAM – Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias, garantiu ao Jornal Económico, José Manuel Oliveira, coordenador desta estrutura sindical.

O responsável máximo da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) da CGTP revelou que a reunião irá decorrer hoje, a partir das 9h30.

Ao contrário das previsões enunciadas por André Matias de Almeida, representante da ANTRAM, ao Jornal Económico, na edição impressa do passado dia 9 de agosto, no sentido de que esta poderia ser a última reunião para fechar o acordo com a Fectrans para uma nova contratação coletiva para o setor, José Manuel Oliveira duvida de um desenlace bem sucedido já para hoje.

“Mesmo que amanhã [hoje] se pudessem esgotar todas as questões para que foi mandatada a comissão negociadora [da Fectrans], é claro que teremos depois de levar esse processo à votação das bases. Não me parece que todas essas questões fiquem fechadas amanhã”, alerta o coordenador da Fectrans.

José Manuel Oliveira acrescenta que “as negociações com a ANTRAM têm andado relativamente bem, mas ainda há matérias que não estão fechadas; há, aliás, assuntos que ainda foram sequer negociados”.

Entre as questões que ainda requerem negociações entre a Fectrans e a ANTRAM, José Manuel Oliveira destaca os valores sobre as ajudas de custo diárias e sobre os subsídios de refeição.

Com uma greve em curso desde a passada segunda-feira, convocada por dois sindicatos independentes e também por um filiado da CGTP – o STRUN – Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte, que aderiu à greve em vigor no período entre 12 e 21 de agosto – a CGTP tem-se destacado por ser a única organização sindical que se mantém à mesa das negociações com os patrões dos camionistas.

A CGTP demarcou-se da posição tomada por este sindicato seu filiado, o STRUN.

Sobre as reivindicações dos sindicatos independentes, José Manuel Oliveira relembra que “há muito que já denunciámos estas situações, há muito tempo mesmo”, exemplificando questões como o salário mínimo no setor, o pagamento ao frete ou os limites aos horários de trabalho, questões que assegura estarem a ser discutidas em cima da mesa nas negociações com a ANTRAM.

“Claro que o Governo foi muito mais rápido a tentar resolver esta greve do que a tentar dar solução às questões que estão a causar todo este mal-estar”, critica o coordenador da Fectrans.

Sobre o andamento da greve dos camionistas em curso, José Manuel Oliveira diz que “ou se encontra um ponto intermédio, uma saída airosa para as diversas partes neste processo, ou o Governo vai aumentando a pressão”.

“Achamos que do ponto de vista prático, a greve começa a estar morta, quer no setor da carga geral, quer no setor do transporte combustíveis. A maioria dos trabalhadores não fizeram greve e os que fizeram também vão baixando os braços o coordenador da Fectrans

 

 

 

 

Ler mais
Recomendadas

Vendas de Os Mosqueteiros sobem 10% em 2018 para 2,2 mil milhões de euros

As vendas de Os Mosqueteiros subiram 10% no ano passado, face a 2017, para 2,2 mil milhões de euros, anunciou esta segunda-feira o grupo, que prevê a abertura de “uma centena de novos pontos de venda” no mercado português.

Mercadona abre loja em Barcelos em setembro

Este é o primeiro supermercado da empresa espanhola no distrito de Braga. Até ao fim do ano, a empresa vai abrir mais uma loja neste distrito.

Oficial: Governo decreta fim da crise energética a partir da meia-noite

António Costa fala numa “vitória da democracia e da legalidade democrática” e que Portugal soube mostrar uma “grande maturidade”. Primeiro-ministro revela que a reposição da total normalidade dos combustíveis demorará dois a três dias.
Comentários