Chega quer Estado a construir mais residências geriátricas

Respostas ao envelhecimento da população portuguesas são necessárias sobretudo no interior e nas grandes áreas metropolitanas, defende projeto de resolução de André Ventura.

Lares

Um projeto de resolução entregue na Assembleia da República pelo Chega defende um programa de alargamento de construção de residências geriátricas para fazer face ao progressivo envelhecimento da população portuguesa. Essas residências deverão ser, segundo o deputado André Ventura, “principalmente situadas no interior do país e nas grandes áreas metropolitanas”.

“Deve destacar-se como prioridade do Estado português dar prioridade aos nossos idosos e assegurar que nenhum fique abandonado à sua sorte, morrendo sozinho e vendo a sua dignidade retirada pelo mesmo Estado para o qual descontou toda uma vida de trabalho e que depois dela assim os abandona”, lê-se no projeto de resolução elaborado pelo Chega, em resposta às “profundas transformações demográficas” ocorridas em Portugal e restantes países ocidentais que decorrem do aumento da população idosa e da sua esperança média de vida.

Igualmente referidos no texto assinado pelo deputado André Ventura dados estatísticos que dão conta de que as pessoas com mais de 65 anos de idade já representavam 20,5% da população residente em Portugal em 2015, ano em que o índice de envelhecimento da população atingiu 143,9% (contra 27,5% em 1961), o que “exerce um forte impacto na sociedade como um todo” e “exige adaptações e respostas a diversos níveis”, sendo “imperioso que o Estado tome as devidas e necessárias cautelas”.

Algo que, no entender do Chega, passa por um programa de construção de residências geriátricas mas também pelo apoio às famílias das pessoas idosas, “permitindo aos seus filhos a possibilidade de poderem cuidar dos seus pais, melhorando assim a qualidade de vida dos mesmos e poupando recursos públicos que escasseiam”.

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