China Three Gorges vendeu 1,8% da EDP por 292,9 milhões de euros

O valor corresponde a 4,45 euros por ação, informou a energética em comunicado. Após a venda, a CTG passa a deter 21,47% da EDP. Gorada a OPA, a estatal chinesa alienou o reforço na participação que tinha feito para esse motivo e detém agora apenas ligeiramente mais do que os 21,35% que tinha comprado na oitava fase de privatização da empresa, em 2011.

A China Three Gorges (CTG) maior acionista da EDP Energias de Portugal, vendeu 1,8% do capital da empresa por 292,89 milhões de euros através de um processo de accelerated bookbuilding, anunciou a estatal chinesa.

O valor corresponde a 4,45 euros por ação, informou a CTG, em comunicado divulgado pela EDP no site da CMVM. As ações da EDP fecharam a subir 0,75% esta quarta-feira na Bolsa de Lisboa, para 4.566 euros. Na passada quarta-feira 19 de fevereira, a cotação do título fechou num novo máximo de sempre, 4,92 euros, batendo os 4,91 estabelecidos em novembro de 2007.

Após a venda de 65.820.000 ações, a CTG passa a deter 784.957.024, o que equivale a 21,47% da EDP, ligeiramente mais do que os 21,35% que tinha comprado na oitava fase de privatização da empresa, em 2011. Nessa altura, a empresa chinesa tinha pago 3.45 euros por ação.

A estatal chinesa lançou uma Oferta Pública de Aquisição sobre a totalidade da EDP em maio de 2018, mas desistiu da tentativa após uma proposta de alteração dos estatutos para acabar com o limite de votos de 25% por acionista ter sido chumbado na assembleia geral de 24 de abril deste ano.

Durante esse processo, a participação da CNIC também foi imputada à República Popular da China, que dessa forma na altura tinha um total 28,25% dos direitos de voto da energética portuguesa.

A 31 de outubro, a CNIC reduziu a participação na EDP de 4,34% para 1,89%, e 6 de novembro vendeu mais 1,33%, ficando com 0,55%. Como resultado destas alienações, o Estado chinês, através da CTG e da CNIC, detém agora 22,02%.

A China Three Gorges informou esta quarta-feira que a liquidação da colocação vai ter lugar a 2 de março, após o qual as 784.957.024 que continuará a deter ficarão sujeitas a um lock-up de 120 dias (impedimento de transacionar).

[Atualizada às 22h40]

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