China Tianying interessada na Generali

Grupo chinês que comprou a Groupama Seguros está agora a olhar para a Generali. Allianz, Apollo, Caravela e Liberty também estão na corrida.

O processo de venda da Generali em Portugal tem sofrido alterações ao nível das condições e requisitos exigidos aos candidatos. Recentemente surgiu mais um candidato, o grupo chinês de tratamento de resíduos que comprou a Groupama Seguros de Vida e a Groupama Seguros.

A subsidiária portuguesa da China Tianying (Benefits and Increases) – que concluiu a compra da totalidade da companhia francesa em Portugal, depois de ter chegado, no fim do ano, a luz verde da Autoridade da Concorrência (AdC) avançou com uma proposta para a compra da Generali em Portugal.

A companhia italiana está à venda desde o ano passado e na lista de interessados está também a Apollo, que é dona da Tranquilidade e da Açoreana (Seguradoras Unidas), a Caravela, a Liberty e a Allianz. Os alemães chegaram a ser dados como favoritos, mas as atenções da companhia italiana viram-se agora para os chineses.

O facto de o CaixaBank ter clarificado que mantém a aliança comercial com a Allianz no BPI (onde a seguradora é acionista com 8,4%) ajudou a que os alemães deixassem de ter tanto empenho nas aquisições em Portugal.

O Grupo Generali contratou o Barclays Bank como assessor financeiro na venda da unidade em Portugal.

A companhia de seguros liderada por José Araújo Alves (chairman) e por Santi Cianci (CEO) faz parte da lista de desinvestimentos da italiana Generali. Fontes familiarizadas com o assunto revelam que se não conseguirem uma proposta satisfatória, os italianos integram a Generali Portugal na Generali Espanha.

O Grupo Generali Portugal está em Portugal desde 1942, mas só em 2015 se dá a mudança de registo de sucursal da Assicurazioni Generali para uma sociedade anónima, passando a operar em Portugal como empresa de direito nacional. No ramo de segurador, em Portugal, conta com uma quota de mercado de 3,45%.

Esta é mais uma operação de venda a chineses, depois de a seguradora Lusitânia ter sido vendida à Clean Energy Finance Corporation (CEFC) China, um grupo do sector da energia. A operação, cujo valor não foi revelado, vem no seguimento de uma parceria assinada entre os chineses e a Associação Mutualista, dona do Montepio, num acordo que envolve várias participações em empresas financeiras.

A transação está ainda sujeita à aprovação dos acionistas e do regulador português. O Montepio Seguros inclui a Lusitânia Seguros, Lusitânia Vida e N Seguros.

As companhias de seguros em Portugal estão a ser compradas por estrangeiros e nesta altura só as companhias do Grupo Caixa de Crédito Agrícola e a Real Vida Seguros (com sede no Porto) são portuguesas.

O grupo chinês Fosun, que tem 25,16% do BCP, comprou a Fidelidade por 1,1 mil milhões, e pouco depois a seguradora investiu na Fosun Internacional um valor que é quase equivalente ao preço que a Fosun pagou (mil milhões), entre outros investimentos em ativos imobiliários do grupo chinês. A seguradora comprou depois a Luz Saúde. No ano seguinte, a Fosun teve de reforçar o capital da Fidelidade em 500 milhões.

Para além da Fidelidade, a Tranquilidade e a Açoreana foram compradas pelo fundo norte-americano Apollo.

À venda está também a GNB Vida (do Novo Banco), que é o primeiro ativo do banco que está debaixo do mecanismo de capitalização contingente do Fundo de Resolução a ser vendido.

Na corrida à GNB Vida (ex-BES Vida) está a Apollo (dona da Tranquilidade), um grupo espanhol e ainda um grupo holandês, o Nationale-Nederlanden.

Artigo publicado na edição digital do Jornal Económico. Assine aqui para ter acesso aos nossos conteúdos em primeira mão

Ler mais
Recomendadas

UTAO: Novo Banco atira défice para 0,8% do PIB no 1.º semestre

O valor estimado pela UTAO para o semestre fica aquém da meta do Governo para o conjunto do ano, de 0,2% do PIB, “sem, contudo, colocar em causa o seu cumprimento”, consideram os técnicos do parlamento.

BCP convoca assembleia de obrigacionistas para discutir fusão do BII

A assembleia geral de obrigacionistas realizar-se-à no dia 21 de outubro, pelas 9h00, no edifício 5 do Taguspark, onde se situam as instalações do banco. BCP garante que a fusão não terá impacto para os trabalhadores do BII e que a sua incorporação contabilística no banco liderado por Miguel Maya será considerada a partir do dia 1 de janeiro de 2019, se entretanto a operação for autorizada pelo Banco Central Europeu.

BCE analisa auditoria do BCP sobre contratação de ex-assessor de Pinho, mas idoneidade de Paulo Macedo não está em avaliação

A idoneidade de Paulo Macedo enquanto presidente da CGD não está a ser avaliada. O que está a ser estudado é se o caso da contratação de João Conceição tem motivos para abrir um processo de Fit & Proper.
Comentários