Christine Ourmières-Widener, ex-CEO da Flybe, apontada para liderar a TAP 

Christine Ourmières-Widener, especialista francesa em engenharia aeronáutica e ex-CEO da companhia aérea britânica Flybe que abriu falência por causa do Covid-19, é o nome apontado para liderar a TAP e assumir cargo de presidente executivo que está a ser ocupado transitoriamente por Ramiro Sequeira, revelaram ao Jornal Económico várias fontes próximas ao processo.

O nome de Christine Ourmières-Widener surge, segundo as nossas fontes, na sequência de “diligências por parte do Executivo português “ e o seu nome não constava na shortlist de nomes selecionados pela consultora norte-americana Korn Ferry, contratada para encontrar o futuro CEO da TAP e que tinha identificado na lista restrita o gestor alemão Jaan Albrecht Binderberger, ex CEO da Saudi Arabian, que acabou por não avançar devido ao atraso da «luz verde’ de Bruxelas ao plano de reestruturação e a questões salariais.

“É uma hipótese entre outras”, disse uma das fontes, salientando que “é uma hipótese séria”.

Até maio de 2019, Christine Ourmières-Widener liderou a companhia aérea britânica Flybe que entrou em liquidação judicial e cessou atividades em março do ano passado (e que um mês antes recebido apoio financeiro do Governo britânico), na sequência do surto do novo coronavírus que agravou as dificuldades de tesouraria da maior companhia aérea regional da Europa que empregava 2.400 trabalhadores e transportava cerca de oito milhões de passageiros por ano principalmente no Reino Unido, mas também para França, Alemanha, Irlanda, Holanda, Suíça, Itália e Luxemburgo.

Widener renunciou ao cargo de CEO da Flybe em 29 de maio de 2019, numa mudança que veio na sequência de problemas financeiros recorrentes na empresa, que no mesmo ano foi resgatada pela Connect Airways, um consórcio que inclui a Virgin Atlantic e os fundos Stobart e Cyrus.

O nome de Christine Ourmières-Widener surge numa altura em que os acionistas da companhia aérea preparam-se para eleger órgãos sociais, no qual irá ser incluído o novo CEO, um novo CFO (administrador financeiro), que também será contratado externamente, e o novo representante dos trabalhadores. A necessidade de seleção do novo CFO foi manifestada pelo Ministério das Finanças que tem a tutela financeira da TAP, considerando a equipa de João Leão “crucial” numa empresa que enfrenta enormes desafios financeiros decorrentes da reestruturação que terá de implementar.

Contactado, o Ministério das Infraestruturas e da Habitação disse que não confirma.

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Frasquilho e Ramiro Sequeira garantem 8.100 postos de trabalho no Grupo TAP

“Este processo é absolutamente essencial para assegurar um futuro viável e sustentável para a TAP, garantindo, de acordo com o plano de reestruturação entregue na DGComp e as previsões à data de hoje conhecidas, um número estimado de cerca de 8.100 postos de trabalho no Grupo TAP, 6.600 dos quais na TAP S.A.”, referem os responsáveis da companhia.
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